Nova diretoria assume a ABES-MG

 

A ABES-MG realizou, no dia três de agosto de 2015, na sede do CREA-MG, a solenidade de posse da nova diretoria, para a gestão 2015/2017. A presidente Célia Regina Alves Rennó, se despediu do cargo, após dois mandatos (2011/2015) e deu posse a nova presidente, Mônica Rodrigues Pinto Bicalho, e demais membros da diretoria. Em sua fala, Célia destacou o trabalho desenvolvido à frente da entidade, principalmente, para ampliar a participação nos diversos fóruns de discussão sobre saneamento e meio ambiente.

"Buscamos sempre ampliar a participação a ABES-MG, em diversos fóruns de discussões, nas áreas de saneamento e meio ambiente. Participamos do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e, o tão logo o Copam se descentralizou e ocupou espaço no interior, a ABES-MG também passou a atuar nesses fóruns regionais, Alto São Francisco, Divinópolis, Jequitinhonha, Norte de Minas, Triângulo e Zona da Mata."

"A ABES atua junto ao Conselho Estadual de Saúde (CES), desde o início. Atuação bastante difícil, por não ser uma atuação entre os pares. Uma coisa é falar que o saneamento é importante diante de um público envolvido com o tema, outra coisa é trabalhar num conselho onde a saúde é o mais importante. É um árduo trabalho mostrar que o saneamento é importantíssimo para a saúde. Essa é uma luta a parte, mas nossos associados têm feito isso com muita paciência e clareza de objetivo."

"A ABES-MG também está presente em 28 dos 36 comitês de bacia mineiros, levando nessa participação muitas informações técnicas e científicas, indispensáveis ao desenvolvimento das atividades desses conselhos, que ainda tem seguido de uma forma não muito equilibrada. Há comitês muito desenvolvidos e outros menos desenvolvidos, que precisam do reforço e da participação da ABES. Somos membros também de quatro comitês federais, o CBH São Francisco, CBH Doce,CBH Rio Grande e CBH Paranaíba."

"Participamos do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (Comam), do Codema de Lagoa Santa e, sempre que somos convidados, fazemos parte de Conselhos como, Conselho Executivo da AGB Peixe Vivo, do Programa Ambientação, do Parque Estadual Serra Verde, da APA Carste de Lagoa Santa e tantos outros fóruns. Se existe algum conselho, que vai deliberar sobre questões ambientais e sanitárias, e a ABES tiver alguma contribuição a oferecer, buscaremos estar presentes. Buscamos construir essa democracia participativa. E isso só é possível com a colaboração dos nossos inúmeros associados, com Know-how, conhecimento de causa, e capacidade de contribuir com o funcionamento desses conselhos."

"Em 2012 a ABES-MG realizou a primeira edição da ExpoAbes. Em 2014, a ABES repetiu a realização dessa grande exposição de equipamentos de engenharia sanitária. A feira é realizada no mesmo período em que a Copasa realiza seu Encontro Técnico, a cada dois anos. Além da Copasa, contamos com o apoio do Sicepot, tanto para a montagem da feira, quanto para a realização do Campeonato de Operadores. O Campeonato, que já acontecia na ABES Nacional, ganhou sua primeira edição na ABES Minas, em 2012, com o apoio da Copasa. A competição aproxima a associação desse trabalhador da linha de frente dos serviços de saneamento. Essa participação no Campeonato e na ExpoAbes repercutiu muito positivamente dentro da Copasa, entre os ‘funcionários chão de fábrica’ e nos Congressos Nacionais da ABES. Com a ajuda da Karine, do Rogério Melhorato e de outras pessoas da Copasa, elaboramos novas provas e oferecemos mais conhecimento para outras pessoas do setor. Primeiro, introduzimos as provas de esgoto, com a manutenção de bombas eletromecânicas. Depois, em 2014, bolamos a prova de regulagem de válvula redutora de pressão. Isso trouxe uma marca positiva para a Abes-MG e permitiu que fizéssemos diversos outros eventos."

"Em junho de 2013, fizemos um evento sobre a implantação das Políticas, Nacional e Estadual, de Resíduos Sólidos. A Maeli e a Pegge organizaram e coordenaram toda a programação do evento, que contou com a colaboração da Secretaria de Estadual de Meio Ambiente (Semad) e do Crea-MG."

"Pouco depois, realizamos um evento sobre bacias hidrográficas. Reunimos todos os nossos representantes junto aos comitês para uniformizarmos o discurso. Assim como é importante que a ABES esteja presente e participe desses fóruns, também é importante que ela tenha um discurso único em defesa do setor."

No início de 2015, a ABES participou intensamente das discussões sobre a escassez hídrica. A ABES fez várias reuniões para discutir a proposta do Copam de Deliberação Normativa, que determina restrições para a captação de água, em caso de escassez. E, juntamente com a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), o Departamento de Recursos Hídricos (DRH) e outras instituições, conseguimos propor algo um pouco mais palatável. Talvez não tenha sido o ideal, como muita gente gostaria, mas foi o que deu para construirmos juntos. Também em função dessa situação de escassez em que vivemos, realizamos um importante seminário para debater o reuso de água e efluentes."

"Ao longo desses quatro anos, também tivemos alguns momentos mais descontraídos, que chamamos de Café com Prosa. A proposta dos Cafés, realizados na sede da ABES-MG é receber um especialista para prosear sobre algum assunto relacionado ao saneamento. Fizemos três edições e pretendemos dar continuidade. A primeira edição recebeu o José Nelson, para falar do papel da representação nos comitês de bacias hidrográficas. Na segunda edição, o convidado foi o engenheiro Américo Sampaio, que abordou as questões do reuso de água e efluentes no Brasil. E por último, recebemos o Paulo Paim, nosso representante nacional da ABES junto ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), que apresentou o trabalho realizado e os desafios dessa representação."

"A ABES também tem trabalhado no treinamento e na capacitação dos profissionais do setor de saneamento. Realizamos oito edições do Curso de Saneamento Básico, que só conseguimos viabilizar porque recebemos o apoio da Copasa, da Arsae, da Fundação Estadual de Meio Ambiente e diversos outros pares. Para todo esse público interessado, fizemos um curso fundamentado na certeza de que temos que levar o conhecimento, não só para os engenheiros, como também percorrer uma série de outras áreas, até que se possa beneficiar toda a população com o saneamento."

"Tivemos uma turma no curso de Cálculos Financeiros e Avaliação de Projetos; e turmas nos cursos de Licenciamento Ambiental, Usos de Web Específicos para o Saneamento; Controle Operacional de Reatores Anaeróbios e sobre Aterros Sanitários. Para isso, tivemos a colaboração de diversos professores, todos nossos associados, a quem agradeço pela qualidade e gratificante resposta dos alunos em relação ao aprendizado."

"Outra iniciativa que a ABES-MG tem apostado é no projeto Jovens Profissionais do Saneamento (JPS), encabeçados pelo Fábio Bianchetti, Karine, André e, que agora recebe o Eduardo. A participação deles é muito importante para renovar e ajudar a entidade a trilhar esse caminho."

"Em 2016, a ABES completará 50 anos de existência. Há 40 eu participo da associação, desde a minha época de estudante na escola de engenharia. Participei de diversas gestões e, ao longo dos anos, vi avanços e recuos no saneamento. Avanços que vimos com muita alegria e recuos que vimos com tristeza. Nessa época de crise, começamos a ver que esses recuos tem uma qualidade, nos dão a certeza de que somos capazes de sobreviver a eles, de superá-los e esperar uma perspectiva melhor para o futuro. Esse é o papel da ABES, perceber os acontecimentos, avaliar e enxergar o futuro de forma mais positiva."

"Embora o saneamento não esteja tão desenvolvido quanto gostaríamos, tivemos algumas vitórias, como a aprovação do marco regulatório, da lei do saneamento e da lei de resíduos sólidos, discutida por 20 anos. Mesmo que essa vitória tenha sido parcial, e não estejamos vendo os investimentos acontecerem na velocidade que gostaríamos, nunca perdemos de vista que a meta da ABES é universalizar o saneamento para a população brasileira. Qualquer que seja a época estaremos construindo essa meta e vamos continuar lutando para que haja mais recursos, mais conhecimento e menos burocracia na implantação desses importantes sistemas."

"Outro avanço ocorrido em função da escassez hídrica se deu em relação à imprensa, que sempre teve resistência em falar sobre o saneamento. Nisso a escassez hídrica foi positiva, serviu para alertar a mídia para a importância do saneamento. E não podemos perder de vista esse contato da ABES com a mídia, essa a oportunidade de aparecermos e mostrar à população as questões que envolvem o saneamento."

"Temos que continuar o trabalho de ampliar nossa participação, melhorar a fiscalização e acabar com esses números decepcionantes. Fazer com que nossa voz seja mais ouvida, e que as empresas de saneamento consigam realizar mais do que vem fazendo até agora. Que o abastecimento de água, o esgotamento sanitário e a coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos, possam sempre ser falados com números positivos. Afinal, o saneamento é um forte indutor da economia, significa saúde, qualidade de vida e a melhor alternativa para a preservação ambiental. É principalmente, em tempos de crise, que não se pode deixar de investir no saneamento. É preciso fortalecer uma convergência de recursos para a área do saneamento. Minas Gerais deveria estar investindo, no mínimo 1,5 bilhões de reais por ano, para ampliar os níveis de saneamento e alcançar os índices que gostaríamos. Então vamos batalhar para que esses recursos venham."

"Tenho certeza que a Mônica compartilha comigo todas essas ideias e sempre faremos com que a diretoria e conselhos de nossa entidade continuem nessa luta. Com a escassez e nossa penetração na mídia estamos em maior sintonia com a população, que começa a entender nossas palavras e pode nos ajudar nessa luta.

Agradeço aos diretores, conselheiros, aos mais de 50 representantes da ABES-MG, nos diversos fóruns em que estamos representando a sociedade civil e entidades técnico científicas. Quero dizer que a ABES não existe sem a força e disponibilidade de vocês. Agradeço aos nossos parceiros, Copasa, Crea-MG, Sicepot e Arsae. Aos nossos funcionários, professores e consultores. Desejo que a sensibilidade social da Mônica possa agregar muito a esse novo momento da associação e tragam mais progressos para a entidade. Se a ABES perdura, por quase meio século, é porque tem a capacidade de sempre se renovar", finalizou.

Instituições mineiras prestigiaram a cerimônia

Autoridades e representantes de diversas instituições do Estado de Minas Gerais prestigiaram a cerimônia de posse da ABES. Estiveram presentes: o Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), Murilo Valadares, representando o governador Fernando Pimentel; Délio Malheiros, vice-prefeito e Secretário Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte, representando o prefeito Márcio Lacerda; Gilson Carvalho de Queiroz Filho, vice-presidente do Crea-MG, representando o presidente da instituição; Sinara Meireles Chenna, diretora presidente da Copasa; Flávia Mourão, Diretora Geral na Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte; Luiz Rocha Neto, vice-presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene e prefeito da cidade de são Francisco; Rogério Siqueira, representando o superintendente da SLU, Custódio Antônio de Mattos; Gustavo Gastão Corgosinho Cardoso e Hubert Brant Moraes representando o presidente da Arsae, Antônio Abrahão Caram Filho; Augusto Drummond, presidente da SME; Carlos Alberto de Freitas, presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS-MG); Flávio Krollmann, presidente do Sinaenco-MG, dentre outras entidades.

 Confira a fala dos participantes na cerimônia

 

Gilson Carvalho de Queiroz Filho, vice-presidente do Crea-MG, representando o presidente da instituição. "Exalto a ABES como um exemplo de entidade na formação profissional e desejo sucesso a Mônica na condução desse trabalho."

Sinara Inácio Meireles Chenna, diretora presidente da Copasa - "A ABES é uma associação importante porque participa do dia a dia do saneamento, de forma diferenciada. Destacaria, dentre outros fatores, e atividades já citadas pela Célia, o apoio a capacitação do setor do saneamento. É gratificante ver o quanto a ABES tem se empenhado para capacitar os profissionais que atuam nas áreas de água, esgoto e resíduos sólidos. Para além da academia, precisamos dessa qualificação mais direta, para que os profissionais lidem no dia a dia com os desafios do saneamento.

É salutar a relação da ABES com a sociedade e as empresas. Acredito que a Mônica vai dar continuidade a esse trabalho realizado pela Célia, e por outros que a antecederam. A Copasa continuará a dar todo o apoio possível a entidade, até porque, precisamos fomentar debates importantes, corrigir alguns rumos e consolidar novos conceitos e estratégias de atuação.

A ABES movimenta muito os profissionais do saneamento do Brasil como um todo. Precisamos reconhecer o esforço de todos os profissionais envolvidos com a associação, e que se desdobram em terceiros e quartos turnos de trabalho, para organizar os cursos, os congressos e eventos. O que não é uma tarefa fácil, simples. Como associada, que retoma agora mais de perto as atividades da associação, através dos meus colegas da Copasa e dos meus colegas da SLU. Estamos aí e vamos trabalhar juntos para ajudar a consolidar algumas coisas que precisam ser discutidas no Estado de Minas Gerais em relação ao saneamento."

Luiz Rocha Neto, Vice-presidente da Amans e prefeito da cidade de São Francisco - "Estou feliz por ter sido convidado pela Mônica Bicalho, que assume a presidência dessa entidade. Quero parabenizar os que a antecederam e dizer que hoje é um dia de muita alegria. Tive a oportunidade de conhecer a Mônica enquanto ainda era vereador do norte mineiro, vivenciando o caos da falta de água potável e saneamento para aquelas famílias de baixa renda, a margem da sociedade.

Conheci a Mônica, que com sua sensibilidade, deu todo apoio, se envolveu de corpo e alma, até que conseguimos matar a sede de várias associações de moradores, e levar alguns módulos sanitários para muitas famílias, que almejavam tanto ter um banheiro. E chamo a atenção de nós políticos, governantes de todas as esferas, para que saiamos do discurso. Vamos enxergar os indicadores que vocês norteiam o tempo inteiro e partir para a pratica! É inadmissível que eu tenha 80 km de calha de rio e o ribeirinho não possa tomar banho no rio porque, infelizmente, a agua está imprópria.

Tenho a convicção plena, que uma associação que tem hoje a visibilidade, talvez uma das mais conceituadas da América Latina, presidida por uma pessoa tão sensível, tão humana, fará um brilhante trabalho e eu vou contribuir da melhor forma que for possível.

 

Délio Malheiros Vice-prefeito e Secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Belo Horizonte - "Vejo com muita alegria grandes mulheres assumindo a frente dessa importante associação. As mulheres estão assumindo e nós confiamos no trabalho de vocês. Comprimento a Mônica, que tanto contribuiu com o nosso Comam e estou certo que vai continuar contribuindo, agora à frente da ABES.

A ABES é uma associação extremamente importante para o saneamento. Hoje, no Brasil, vivemos uma crise hídrica muito profunda e, infelizmente, sabemos também que os recursos para o saneamento serão cada dia mais escassos.

Hoje em São Paulo, eu ouvi do Ministério das Cidades que, qualquer demanda para o pavimento só será liberada se antes tiver naquela via as redes de saneamento, a obra de infraestrutura. Nós que convivemos na política, sabemos que, o que está debaixo da terra não traz voto. Mas, todos sabemos também que, para cada um real que se investe em saneamento economizamos três, quatro reais na saúde.

Se por um lado temos em Belo Horizonte, índices tão bons de saneabilidade, um dos melhores do Brasil, com mais de 90% do esgoto coletado, 80% do esgoto tratado, 100% de atendimento de água tratada nas casas. Por outro, temos cidades como Manaus que esse atendimento não chega a 25%. Se temos essa condição privilegiada é porque os investimentos foram sendo feitos ao longo dos anos, investimentos feitos com uma visão de futuro. E o saneamento é visão de futuro. Independente de questões partidárias precisa ser uma política de Estado o investimento contínuo em saneamento. Tenho certeza que a nova diretoria continuará contribuindo brilhantemente com os caminhos da ABES".

 

Murilo Valadares, Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas Setop - "Nós temos uma força tarefa de água, nomeada pelo Governador Fernando Pimentel. Na reunião da semana passada, finalizamos uma proposta para que o Estado de Minas Gerais crie um órgão, que faça a gestão do saneamento. O Estado de Minas precisa ter um local para falar sobre saneamento e vamos levar essa proposta ao governador. Hoje, não existe um local onde o prefeito ou alguém possa procurar para tratar do assunto. Vamos apresentar essa proposta ao Pimentel para que ele possa encaminhar um projeto para a Assembleia e criar um órgão que represente o Estado nas questões de saneamento. Outra questão é que essa força tarefa viabilizou uma obra, que se tudo correr bem, Belo Horizonte não terá mais tantos problemas com a crise hídrica. Vamos conseguir superar essa crise no sistema Rio manso com a obra que, deve ser inaugurada no dia 20 de dezembro, e vai bombear água do rio Paraopeba. É uma proposta muito interessante porque esse bombeamento só se dará durante o período de chuvas. A Copasa não fez o requerimento para a outorga de captação de água no período de seca.

Outra coisa, Belo Horizonte fez o melhor acordo que existe. Não conheço nenhuma cidade no Brasil que tenha feito um convênio tão bom quanto BH, sobre a concessão de água. A capital viabilizou todas as obras de vilas e favelas, toda a urbanização do projeto Vila Viva, com recursos do Fundo Municipal de Saneamento, para poder remover e reassentar as famílias em condições de risco. O convênio permite isso, a lei permite. Sem esses recursos, a cidade não teria feito as grandes intervenções, porque não havia recursos de contrapartida. Foram aplicados mais de 70 milhões por ano, é muito recurso. Para finalizar, em relação a contratação, licitação e projetos, a Célia falou em burocracia. Acho que temos que simplificar os processos para conseguir fazer os grandes investimentos necessários ao saneamento no Brasil. Foram construídas mais de 3 milhões de casas, através do Minha Casa Minha Vida, simplificando os processos, sem a Lei 866, sem licitação convencional, foi uma outra maneira de fazer que acelerou as obras. Se formos nesse reme, reme no saneamento, e cobrar é função da ABES e de outras entidades, se não conseguirmos um processo que simplifique, dificilmente vamos alcançar os altos índices que queremos. Precisamos de um modelo de investimento simplificado para o saneamento. Até aqui, o modelo de crescimento do Brasil esteve baseado em educação e saúde, com recursos definidos no orçamento, sobrando sempre muito pouco espaço para o saneamento.

Acho que estamos complicando muito a questão de projetos. Quando se contrata um projeto de saneamento, ou qualquer que seja, estou convencido de que, no meio do projeto tem que estar previsto a área ambiental. Não pode ser depois nem ao lado. Tem que estar junto com a execução do projeto para fazer as compensações todas juntas. Quero pedir a ABES e ao CREA que ajudem a discutir a formatação de um modelo de contratação de projetos que seja mais ágil e eficiente. Uma empresa de consultoria faz o projeto, a outra empresa faz o licenciamento ambiental, isso tem que mudar. Para que o projeto seja sustentável esses assuntos têm que caminhar juntos."

 

Maria Cristina Alves Cabral Schembri, Diretora da Região Sudeste da ABES Nacional, representando o presidente Dante Ragazzi Paulli deu posse aos novos membros da Diretoria e Conselhos -

"Em nome do Dante desejo sucesso ao grupo. Ressalto a importância e presença da ABES no saneamento do país e na formação técnica dos profissionais. Assim como a participação nas discussões dos Planos Nacional de Saneamento e de Recursos Hídricos. A pauta da ABES, que precisa ser levada a diante, é a desoneração do setor de saneamento com o fim da cobrança do Pis/Cofins. Apesar da importância do saneamento o setor não tem visibilidade como a telefonia e o setor energético. Para ver os resultados que tanto queremos precisamos ocupar nosso espaço mostrar essa importância. A ABES foi convidada a apresentar na Coreia do Sul a sua estrutura de cooperação para disseminar informações técnicas de saneamento. Eles ficaram impressionados de ver o que a ABES consegue fazer no Brasil com essa colaboração voluntária dos profissionais de saneamento. A importância de Minas para a ABES Nacional também é muito grande. Aqui é um celeiro de conhecimento, temos grandes professores, que impulsionam as pesquisas e o setor na academia, sempre contando com o apoio da Copasa. Temos muito que mostrar ao Brasil. Parabenizo o brilhante trabalho desempenhado pela Célia, que eu acompanhei de perto e. desejo à Mônica e sua equipe, sucesso para levar à frente o projeto que tem em mente.

 

 

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