A ABES-MG (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Minas Gerais) em parceria com a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) promoveram, no dia 2 de março, um encontro dedicado ao debate sobre os rumos do saneamento no estado. Realizado na sede da SME, o evento “Saneamento e Engenharia – Diálogo sobre Desestatização e Universalização dos Serviços de Saneamento” reuniu especialistas, profissionais da engenharia, gestores públicos e representantes de instituições para discutir os desafios e oportunidades associados à universalização dos serviços, especialmente no contexto das discussões sobre desestatização no setor.
A iniciativa contou com a participação ativa do presidente da ABES-MG, Vitor Queiroz, que destacou a importância de ampliar o diálogo técnico em um momento decisivo para o planejamento do saneamento em Minas Gerais. Segundo ele, debates qualificados são fundamentais para que decisões estratégicas sobre o setor sejam tomadas com base em conhecimento técnico, planejamento e responsabilidade institucional.
O encontro foi estruturado em duas mesas de diálogo que abordaram diferentes dimensões do tema. A primeira discutiu o papel da engenharia no processo de desestatização e na universalização dos serviços à luz da legislação estadual, com foco nos aspectos técnicos e regulatórios que orientam a expansão do acesso ao saneamento. Durante a mesa, especialistas destacaram a importância da análise de viabilidade técnica, da definição adequada dos modelos de gestão e do planejamento de longo prazo para garantir investimentos consistentes e continuidade na prestação dos serviços.
Já a segunda mesa concentrou-se na contribuição estratégica da engenharia no apoio a gestores públicos, agências reguladoras, empresas e instituições envolvidas na estruturação dos serviços de saneamento. Os debates ressaltaram a necessidade de diagnósticos territoriais precisos, estudos técnicos robustos, avaliação de riscos e planejamento integrado como elementos essenciais para decisões mais seguras e orientadas ao interesse público.
Entre os consensos apontados durante as discussões, destacou-se a compreensão de que o modelo de gestão — seja público, privado ou híbrido — não deve ser o centro do debate, mas sim as regras, os mecanismos de controle e a capacidade institucional de garantir a prestação adequada dos serviços. Também foi enfatizado que o saneamento permanece como um serviço público essencial, o que exige forte atuação do Estado na regulação, fiscalização e planejamento das políticas.
O evento reuniu autoridades e especialistas do setor, incluindo representantes do governo estadual, agências reguladoras, órgãos de controle e entidades técnicas. A presença de diferentes atores contribuiu para ampliar o diálogo institucional e reforçar a importância da engenharia na formulação de soluções para o saneamento.
Para a ABES-MG, promover e participar de espaços como esse é parte de sua missão de contribuir para o debate qualificado sobre infraestrutura sanitária e políticas públicas. A entidade defende que decisões relacionadas ao saneamento sejam fundamentadas em critérios técnicos, planejamento consistente e compromisso com a universalização dos serviços.
Ao final do encontro, ficou evidente que a engenharia tem papel estruturante na construção de soluções para o saneamento, seja na modelagem de projetos, na definição de investimentos ou no acompanhamento da execução das políticas públicas. O diálogo promovido pelas entidades reforça a necessidade de cooperação entre instituições, profissionais e gestores para avançar na ampliação do acesso aos serviços e na melhoria da qualidade de vida da população.
Confira algumas fotos do evento:
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