A Sociedade Mineira de Engenharia (SME) reuniu no dia 6 de março, engenheiros sanitaristas, geólogos e especialistas em planejamento urbano para discutir a gestão das águas pluviais na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O encontro fez parte das atividades da Comissão do SME que, desde o final de 2011, vem debatendo as cheias na capital e o papel institucional de cada um na mitigação dos problemas.
Segundo Ailton Ricaldoni Lobo, presidente da SME, o objetivo do Workshop é desenvolver uma visão integrada da gestão das águas pluviais urbanas, abordando os aspectos estratégicos do planejamento e gestão das cidades. Além disso, receber contribuições e propostas dos participantes para dar continuidade ao trabalho do grupo. “No final de 2011, presenciando os estragos provocados pelas chuvas que atingiram o Estado, iniciamos um grupo de trabalho, sob a coordenação do engenheiro Paulo Maciel, para discutir e contribuir com estudos e ações que possam minimizar o problema das chuvas em BH”, disse.
A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-MG) participou do Workshop com palestras de dois de seus associados e contou também com a presença de sua presidente Célia Rennó. Deram suas contribuições o Consultor de Saneamento José Nelson de Almeida Machado, que tratou do planejamento municipal para as enchentes urbanas e a Consultora de Resíduos Sólidos, Maeli Estrela Borges, que abordou os resíduos sólidos como um dos grandes desafios para a drenagem pluvial urbana.
Segundo José Nelson, as águas de rios e córregos da capital atingiram um alto grau de contaminação por lixo, esgoto, erosão e outros problemas, que hoje, é praticamente impossível recuperar a qualidade dessas águas. “Precisamos melhorar a coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos e, além disso, provocar uma mudança de comportamento nas pessoas”, defendeu.
Para Maeli Estrela, o município precisa investir em um programa permanente de monitoramento e limpeza de bueiros para evitar entupimentos e transbordamento durante as chuvas. “Em 2011, foram retirados cinco mil toneladas de lixo das bocas de lobo da capital”, contou. A consultora também defende a necessidade de investimento em ações de mobilização e educação social. “Essa é única forma de alcançarmos uma mudança de comportamento que leve a população a descartar corretamente seus resíduos”, completou.
Também palestraram o geólogo Edézio Teixeira de Carvalho, que se mostrou otimista com a possibilidade de intervenções geológicas capazes de solucionar problemas hidrológicos urbanos; o professor da UFMG, Nilo Oliveira Nascimento que falou sobre a importância da manutenção de áreas verdes e o controle da permeabilidade do solo; o especialista em planejamento ambiental urbano, Danilo Botelho; Ronaldo Luiz Rezende Mallard que tratou da importância da educação social na drenagem urbana; e Ricardo de Miranda Aroeira que apresentou o Plano Diretor de drenagem de BH e os principais desafios enfrentados no monitoramento de águas e do sistema de alerta de cheias.
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