A ABES-MG, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção Minas Gerais, considerando o pronunciamento do Vereador Bráulio Lara, de Belo Horizonte, na reunião da CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de Belo Horizonte sobre a Lagoa da Pampulha, em 12 de julho, vem esclarecer o seguinte:
- A ABES-MG, em documento de 02/06/2023 subscrito por diversas entidades, manifestou sua indignação frente à persistência dos membros da CPI em acatar pareceres e trabalhos técnicos conclusivos em recomendar o prosseguimento de ações empreendidas pela Prefeitura de Belo Horizonte para a recuperação e manutenção da Lagoa da Pampulha;
- Em documento de 28/06/2023, as mesmas entidades dirigiram-se ao Prefeito de Belo Horizonte para alertar quanto aos rumos da CPI, considerando que a comissão vinha demonstrando incapacidade de compreender o contexto histórico e sanitário da situação da lagoa e que já antecipara, em redes sociais, a conclusão pelo indiciamento de técnicos da Prefeitura;
- Em seu pronunciamento de 12 de julho, reproduzido em suas redes sociais, o Vereador Bráulio Lara acusou a ABES de “hipócrita” por ter divulgado, em seu site, matéria criticando gastos de R$ 330 milhões na Pampulha. Entretanto, trata-se de matéria do jornal “O Tempo”, publicada em 05/04/2013, apenas reproduzida no clipping de notícias do site da ABES, entre as matérias de interesse do saneamento. Trata-se, portanto, de matéria veiculada há mais de 10 anos.
A ABES, apesar de reconhecer o esforço dos membros da CPI em reunir depoimentos diversos sobre a lagoa que geraram um relatório robusto, que há de ser fonte de consulta por muitos, lamenta que este arcabouço de informações não tenha sido devidamente avaliado e que as conclusões do relator tenham optado pelo caminho fácil de indicar, como culpados por um problema histórico, complexo e estrutural, técnicos de reputação ilibada e de reconhecida atuação na busca de soluções para a Lagoa da Pampulha e para o saneamento em Belo Horizonte.
A ABES reafirma entender o grande desafio representado pela necessidade de recuperação e manutenção de lagos e reservatórios urbanos, especialmente em função do difícil controle das diferentes fontes de poluição. No caso da Pampulha, além da urgência na complementação de toda a rede de coleta e interceptação de esgotos, há que investir no controle de processos erosivos e das diferentes fontes de poluição difusa em toda a bacia de contribuição. No entanto, mesmo com essas ações, permanecerão sendo necessárias intervenções permanentes relativas à remoção de sedimentos (desassoreamento e retirada de material flutuante) e à remoção de cargas orgânicas.
QUALIDADE EM OBRAS DE SANEAMENTOINSCRIÇÕES ABERTAS PARA PALESTRA ONLINE GRATUITAContinuar lendo
GESTÃO DE RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDEINSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSO ONLINE EM JUNHHO 2026Continuar lendo
ABES-MG E ARISB DEBATEM IMPACTOS DA REGIONALIZAÇÃO DO SANEAMENTO Continuar lendo