PERFIL ABES-MG
Projeto perfil entrevista Pedro Gasparini Barbosa Heller - Engenheiro Civil, Mestre e Doutor em Engenharia Sanitária, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, diretor da ABES-MG, Chefe do Dep. De Destinação Final de Resíduos da SLU e professor da Dom Helder Câmara e da Puc Minas.
Fale sobre a sua trajetória acadêmica/profissional
Formei em Engenharia Civil na UFMG no ano de 2004 e, desde as disciplinas profissionalizantes do curso, já enveredei para a área de saneamento. Após a graduação, me formei mestre e doutor em engenharia sanitária, meio ambiente e recursos hídricos, também pela UFMG.
Toda minha carreira profissional está voltada para a área de saneamento, seja na docência de disciplinas de saneamento e meio ambiente, seja pela atuação como engenheiro sanitarista em consultorias, empresas de projetos e órgãos públicos.
Desde 2013, atuo como engenheiro sanitarista na Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) de Belo Horizonte, órgão em que já ocupei os cargos de Diretor de Gestão e Planejamento, Diretor Operacional e atualmente ocupo a chefia do Departamento de Destinação Final de Resíduos. Também leciono disciplinas de saneamento ambiental nas instituições de ensino, PUC Minas e Dom Helder Câmara.
Como você conheceu a ABES?
A história da ABES em minha trajetória se confunde com minha própria vida pessoal. Desde minha infância tenho recordações da ABES, por meio da participação de meu pai, o professor Léo Heller, nessa instituição e através de colegas e professores sanitaristas.
Na época da graduação me filiei como estudante e já comecei a freqüentar os importantes Congressos. Após ter ingressado na SLU, fui convidado pelo estimado engenheiro Rogério Siqueira, na época ocupando a presidência da ABES-MG, para integrar o corpo técnico de criação da Câmara Técnica de Resíduos, onde tenho a oportunidade de contribuir com caros colegas da SLU: Aurora, Cícero e Pegge. No momento, integro a diretoria da ABES-MG, liderada de forma muito competente pela engenheira Flávia Mourão.
Conte um pouco sobre os desafios e vantagens de atuar na área de resíduos sólidos em um órgão público.
Trabalhar na respeitada SLU é motivo de muito orgulho, que carrego desde meu ingresso nessa empresa conceituada em um cenário nacional. A área de resíduos sólidos dentro do saneamento é bastante desafiadora. Quando comparada ao abastecimento de água ou o esgotamento sanitário, a área de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos apresenta uma quantidade bem menor de referências técnicas, o que nos leva a grandes desafios na elaboração dos projetos e acompanhamento dos serviços.
Estar no dia a dia da limpeza urbana, desde a etapa do planejamento, passando pela etapa de projetos, e da própria fiscalização dos serviços de uma das grandes capitais do Brasil é tarefa muita desafiadora e muita motivadora. A maior vantagem em trabalhar em um setor público é poder contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
E os desafios e vantagens de ser professor.
Exercer a docência é para mim um presente de que sou contemplado toda vez que entro em uma sala de aula. Aliar a experiência profissional com a formação de novos engenheiros e especialistas em saneamento é uma grande honra.
As vantagens são de poder sempre estar atualizado com as tecnologias e questões normativas da área, contribuir na formação dos futuros profissionais, além de ser uma grande troca de experiências.
Identifico como uma grande missão, garantir o envolvimento dos alunos para o desenvolvimento dos conteúdos da disciplina, concorrendo com informações disponíveis de forma muita rápida e nem sempre com profundidade, já que estamos em uma época de expressiva transformação digital.
Como você vê o papel da ABES no enfrentamento aos desafios do saneamento.
A ABES é a principal associação do setor nacional, atuando desde a década de 1960 e acumulando conhecimento e tradição que serão fundamentais nas discussões técnicas para os desafios que temos na área de saneamento.
O País carece de uma cobertura por serviços de saneamento que atinja as diferentes e complexas realidades sociais em um momento de significativas transformações institucionais que atravessa o setor.
A ABES possui um importante papel de promoção de atividades técnico-científicas e institucionais, agregando profissionais com diferentes expertises, apresenta um grande potencial de contribuição no enfrentamento dos importantes desafios do saneamento básico nacional.
Quais são suas expectativas para o congresso da ABES?
O Congresso que será realizado em Belo Horizonte, já no próximo mês, será com toda certeza muito marcante. O setor de saneamento passa por uma transformação institucional, legal e regulatória de impacto exponencial, que carece de discussões em alto grau de profundidade por especialistas da área e nada mais adequado do que o ambiente propiciado por esse Congresso.
Também se destaca o resgate de apresentações de trabalhos em formato presencial no maior evento científico do setor, após um longo período de pandemia. Por fim, não se pode deixar de mencionar a importância de se promover novas tecnologias e projetos por meio da FITABES, feira emblemática no setor.
Conte um pouco sobre sua vida pessoal.
Tenho 44 anos, sou natural de Belo Horizonte, casado e pai de 02 filhos. Gosto de uma boa música, de livros e filmes de história, do convívio com amigos, e de conhecer novos lugares com minha família.
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