RANKING DA UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO



ABES LANÇA RESULTADOS DA EDIÇÃO 2020

BH É A TERCEIRA MELHOR CAPITAL NO RANKING DA UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO

ETE Arrudas

Belo Horizonte se destaca como a terceira capital com melhor desempenho na prestação dos serviços de saneamento básico. O Resultado foi divulgado, em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), durante o lançamento da edição 2020 do Ranking ABES da Universalização do Saneamento.

Entre as 27 capitais avaliadas, pela 4ª edição do Ranking, Porto Velho/RO foi a que obteve a menor pontuação, sendo classificada na categoria Primeiros passos para a universalização. A maior parte das capitais brasileiras, cerca de 51,85%, está na categoria Empenho para a universalização, enquanto Curitiba/PR foi a única a atingir a categoria Rumo a universalização com quase 100% de cobertura dos serviços de saneamento.

Com serviços de água e esgoto, prestados pela Copasa, e de resíduos sólidos, pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Belo Horizonte se destaca como a terceira capital com melhor desempenho entre as 27 ranqueadas. Classificada na categoria Compromisso com a universalização, a capital possui 95,28% de atendimento de água, 94,19% de coleta de esgoto; 97,33 % de tratamento de esgoto; 95% de coleta de resíduos sólidos e 100% de destinação adequada de resíduos sólidos. Com uma pontuação total de 482,80, a capital fica atrás apenas de Brasília, que obteve 484,36 pontos, e está na mesma categoria Compromisso com a universalização. A campeã do ranking, Curitiba/PR,  possui quase 100% de cobertura de todos os serviços e alcançou 499,99 pontos.

 

Ranking ABES da Universalização do Saneamento

O estudo consolidou-se como importante instrumento de análise do setor no Brasil. Além do panorama nos municípios, o Ranking demonstra a correlação entre a pontuação total alcançada e a taxa de internação por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado, em função da intrínseca relação entre saneamento e saúde. O estudo mostra que o Brasil poderia ter 13.712 leitos disponíveis por mês durante a pandemia, caso não houvesse internações por doenças causadas pela falta de saneamento. De janeiro a março, foram mais de 40 mil internações. Veja o estudo Saneamento e Covid-19

A partir de indicadores de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta e destinação adequada de resíduos sólidos, o ranking identifica o quão próximo os municípios estão da universalização do saneamento. Apura ainda os impactos da ausência ou precariedade do saneamento na saúde da população. Por fim, apresenta um panorama da situação de cada município do ranking em relação à formulação do Plano de Saneamento Básico, instrumento fundamental para as políticas públicas de saneamento no país e condição para obtenção de recursos da União para esses serviços a partir de 2023.

Coleta de dados

O estudo reúne 1857 municípios, representando cerca de 70% da população do país, com informações dos municípios brasileiros fornecidas ao SNIS – Sistema Nacional de Informações de Saneamento – para o cálculo de cada um dos cinco indicadores utilizados no estudo. As 27 capitais brasileiras estão presentes no ranking.

Os municípios que apresentaram as informações para o cálculo dos indicadores que compõem o ranking foram classificados em quatro categorias, de acordo com a pontuação total obtida pela soma do desempenho de cada indicador.

A pontuação máxima possível é de 500 pontos, atingida quando o município alcança 100% em todos os cinco indicadores:

– Rumo à universalização – acima de 489

– Compromisso com a universalização – de 450 – 489

– Empenho para a universalização – de 200 – 449

– Primeiros passos para a universalização – abaixo de 200

Seguindo a classificação do IBGE:

– Pequeno e médio porte – até 100 mil habitantes;

– Grande porte – acima de 100 mil

Por meio do programa ABES Conecta, que disponibiliza conteúdos qualificados online, com os temas mais relevantes do setor de saneamento e meio ambiente, o estudo foi apresentado pelo presidente nacional da ABES, Roberval Tavares de Souza e pelo coordenador da Câmara Temática da ABES de Comunicação no Saneamento, Dante Ragazzi Pauli, com comentários do Professor Elcires Pimenta, coordenador do MBA Saneamento Ambiental da FESPSP.

ranking do saneamento 2020

“O saneamento, que já havia entrado na pauta política e da mídia e nas discussões da sociedade, tem agora sua importância ainda mais evidente, com a pandemia de covid-19. Temos que insistir na informação de que saneamento é saúde. Somente com este entendimento a população poderá identificar políticos que estejam comprometidos com esta questão e as políticas públicas que realmente tenham este objetivo, cobrando das autoridades a melhoria dos serviços. O saneamento tem impacto direto na vida de todas as pessoas e precisa ser PRIORIDADE DE ESTADO na agenda dos governantes e dos legisladores, porém, sempre com uma discussão plural, que envolva todos as partes e, especialmente, que esclareça a sociedade”, ressalta Roberval Tavares de Souza, presidente nacional da ABES.

Clique aqui para assistir o lançamento do ranking da universalização do saneamento

Participaram também representantes das seguintes cidades, que estão entre as que apresentam melhores índices de cobertura: o prefeito de Curitiba/PR, Rafael Greca, de; o vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac Junior; representando o Prefeito de São Caetano, José Auricchio Junior, a engenheira Raquel Perrucci Fiorin Volf, responsável pelo Expediente da Divisão Técnica do SAESA; representando o Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves Barreto, Dayse Monassa, secretária de Conservação e Serviços Públicos; e representando o governador do Distrito Federal (destaque para Brasília), o presidente da Caesb, Daniel Beltrão de Rossiter Corrêa.

 Acesse aqui o estudo completo.

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