Cada R$ 1,00 investido em saneamento gera R$ 2,80 em benefícios econômicos



Um estudo feito pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) mensurou o impacto econômico dos investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário na cadeia produtiva do setor, na geração de empregos e no consumo.

 

O objetivo foi identificar o potencial de colaboração do mercado de saneamento básico para a retomada econômica e também antever necessidades e preparar as empresas fornecedoras de bens e serviços para suportar os volumes crescentes de investimentos previstos no médio prazo.

 

A mensuração dos impactos econômicos foi feita com dois recortes e revela que cada R$ 1,00 investido em saneamento básico gera R$ 2,80 em benefícios econômicos. O estudo foi explicado em encontro do Comitê de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Abdib no dia 29 de outubro por Ilana Ferreira, superintendente técnica da Abcon.

 

Necessidade de investimento – O primeiro recorte considerou como base o valor que representa a necessidade total de investimento para atingir as metas do Plansab, plano federal que estabelece caminhos para praticamente universalizar o atendimento em água, esgoto, resíduos e drenagem até 2033.

 

Em trabalho anterior da Abcon elaborado pela KPMG, esse montante foi estipulado em R$ 753 bilhões, dos quais R$ 498 bilhões precisam ser gastos em expansão da rede e R$ 255 bilhões representam depreciação dos ativos.

 

Considerando somente os efeitos dos gastos necessários para expandir a rede, o impacto econômico calculado atinge R$ 1,4 trilhão, com possibilidade de geração de 14 milhões de empregos.

 

Novas concessões e PPPs – A segunda análise foi realizada com base nos valores de investimentos previstos nos projetos já modelados ou em fase de estruturação pelo BNDES (oito concessões ou PPPs para os serviços de abastecimento de água e/ou de esgotamento sanitário), totalizando R$ 58 bilhões.

 

Os impactos econômicos podem atingir R$ 165 bilhões considerando efeito direto (demanda final), efeito indireto (consumo intermediário) e efeito renda (consumo das famílias) – novamente, um multiplicador de 2,8. Confira os principais números do estudo da Abcon.

16-11-2020