Semana de Produção e Consumo Sustentável

Nos dias 17 e 18 de junho, a representante da ABES-MG junto ao Comitê de Bacia do Rio Paraopeba, Aline Almeida Guerra, participou das atividades da Semana de Produção e Consumo Sustentáveis.

O evento é realizado anualmente pelo Conselho de Empresários para o Meio Ambiente (Cema) da FIEMG em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. O objetivo é promover a interação de todos os entes envolvidos na preservação ambiental – setores público e privado, sociedade e organizações não governamentais – na discussão de temas sensíveis à atividade empresarial.

O evento debateu questões ligadas à gestão dos recursos hídricos, licenciamento ambiental, economia circular, sustentabilidade na cadeia de fornecimento e biodiversidade. O presidente do Cema, Alberto José Salum, destacou que a ideia é mobilizar a indústria para atuar no desenvolvimento sustentável.

Para o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe, Carlos Silva Filho, a Política Nacional de Resíduos Sólidos trouxe uma nova sistemática, estabelecendo processos que devem ser aplicados no gerenciamento de resíduos. Um dos principais pontos é o conceito do que seria resíduo sólido e o que seria rejeito. “O desafio é encarar o material descartado não mais como algo que não tenha utilidade, mas como um recurso que deva ser recuperado e aproveitado”, disse.

Carlos Silva chamou a atenção para a falta de recursos do setor. Para cumprir com a Política Nacional de Resíduos sólidos, o Brasil precisaria até 2031, de R$ 12 bilhões em investimentos em infraestrutura, e de cerca de R$ 15 bilhões por ano, para operar toda essa infraestrutura. “É um volume considerável que o setor não tem disponível”, conta Silva.

Ele lembra que a Lei de Resíduos Sólidos traz um conceito de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, dividida com fabricantes, importadores, distribuidores, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos. “Precisamos de um sistema em que os produtos postos no mercado gerem o menor impacto possível e que tenham possibilidade de recuperação. Isso passa também pela escolha do consumidor, depois pelo sistema de gestão de resíduos, e termina com o retorno de materiais para o processo produtivo”, explicou.

 

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