UFMG debate perspectivas socioambientais, culturais e energéticas de Belo Monte

Na Amazônia, aos projetos que nos anos 1980 foram abolidos pela manifestação pública nacional e internacional organizada em torno de povos indígenas e ambientalistas, como no caso da barragem de Belo Monte, no Xingu, juntaram-se duas barragens no rio Madeira - Jirau e Santo Antônio, em construção - e quase duas dezenas previstas para os rios Tocantins, Tapajós e Teles Pires, apenas para citar aquelas cujos estudos de viabilidade já foram concluídos.

Caracterizam esses empreendimentos a franca colisão com os modos de vida tradicionais, de povos indígenas e ribeirinhos, com áreas de proteção ambiental em biomas protegidos pela legislação (Amazônia e Mata Atlântica, por exemplo). Além de mais, seus processos de decisão são marcados por controvérsias sociotécnicas e disputas jurídicas (em cortes nacional e internacional) que apontam para situações de conflitos relevantes, envolvendo multiplicidade de atores.

Nenhuma hidrelétrica representa, no momento, o que Belo Monte representa com os seus muitos e profundos impactos sociais e ambientais previstos. Planejada para ser instalada em uma das regiões de maior diversidade cultural e biológica do país, além de inundar área de mais de 600 km2, a usina promoverá até 80% de redução da vazão de um trecho de mais de 100 km que compreende a Volta Grande do Rio Xingu.

Diante disso e para que especialistas no assunto possam debater este tema que tanto interessa à opinião pública nacional e internacional, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), através do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA), e o GT Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), promove nesta segunda-feira (14) o simpósio A Hidrelétrica Belo Monte - Perspectivas socioambientais, culturais e energéticas.

Tendo por objetivo criar espaço para a urgente necessidade de se discutir ampla e claramente o assunto, os expositores convidados do simpósio são Profa. Sonia Maria Barbosa Mgalhães (UFPA-ABA), Prof. Oswaldo Sevá Filho (UNICAMP) e Prof. Francisco del Moral Hernandez (USP).

O evento, acontece a partir das 19h no auditório Sonia Viegas no prédio da FAFICH, no campus da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha - Belo Horizonte - MG).

 

 

 

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