Paraopeba realiza Fórum de Cooperação pela água

No dia 30 de agosto, o município de Brumadinho, recebeu o primeiro fórum de prefeitos da Bacia do Paraopeba, que teve como tema "Cooperação Institucional pelas Águas do Paraopeba.

Com base no preceito da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que elegeu 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água, o Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (Cibapar) definiu o tema para o Fórum.

O evento, que reuniu 28 prefeitos da bacia, discutiu a necessidade dos municípios de se unirem, através do Cibapar, para conseguir resultados positivos capaz de solucionar as dificuldades de cada município participante. 

O Presidente do Cibapar, Vice-Prefeito de Brumadinho, Breno Carone foi muito elogiado por todos pelo empenho e sucesso no desafio de dirigir o consórcio.

O Ex-Ministro da Saúde e Deputado Federal Saraiva Felipe deu exemplo dos consórcios de saúde para estimular e chamar prefeitos para promover, juntos, melhorias nas condições da Bacia do Paraopeba, e indicou recursos existentes em órgãos da União tais como Codevasf e Funasa. É morador na Bacia do Paraopeba e pretende apoiar as iniciativas por meio de decisões políticas colegiadas dos prefeitos e empresas parceiras.

Carlaile Pedrosa, Prefeito de Betim, emocionou-se ao falar que uma das razões para família ter mudado de Itatiaiuçu para Betim, décadas atrás, foram os peixes que existiam no rio Paraopeba. Falou em nome dos prefeitos do Médio Paraopeba afirmando que neste momento o Cibapar tomou rumo certo e renasceu. Incentivou iniciativas para a gestão participativa das águas e destacou importância do Plano Diretor da Bacia.

Vice-Presidente do Cibapar e prefeito de Conselheiro Lafaiete, o médico Ivar Cerqueira Neto, ao falar em nome dos prefeitos do Alto Paraopeba, citou Mahatma Gandhi ao propor solidariedade, paz e objetividade para enfrentar enormes desafios como enchentes e desassoreamento de cursos de água urbanos.

Prefeito de Caetanópolis, pedagogo especializado em administração pública, Evaldo Luiz Cardoso Silva, falou em nome dos prefeitos do Baixo Paraopeba, concordou com a necessidade de ações conjuntas e deu apoio às proposições feitas pelos colegas que já haviam discursado.

Marília Melo, Diretora Geral do Igam e Tilden Santiago, Diretor de Meio Ambiente da Copasa MG, destacaram importância das ações de caráter técnico e o conhecimento aprofundado das características físicas, hidrológicas e sociais, para adequado suporte às decisões políticas.

A Presidente da Câmara Municipal de Brumadinho, educadora Renata Parreiras, destacou a importância da educação para de fato ocorrerem inversões significativas no comportamento humano frente à degradação ambiental. Cobrou investimentos e mais apoio da Copasa MG na resolução de problemas de saneamento em sua cidade.

O primeiro presidente do Cibapar, fundado em 1994, o médico Paulo Telles, esteve presente apoiando a iniciativa de convergência na motivação política para melhoria das condições de qualidade e quantidade das águas da Bacia.

A despeito da dificuldade para relatar as preocupações socioambientais de todos prefeitos e demais autoridades presentes, vale salientar que a ampla maioria dos comandantes dos executivos municipais mostra-se disposta a atacar questões relativas ao saneamento e degradação ambiental.

É o caso, por exemplo, do Prefeito Pinherinho de Ibirité. Seu município está construindo uma estação de tratamento de esgotos em nível terciário, por meio da concessão feita à Copasa, o que proporcionará significativa melhoria das condições ambientais da Lagoa de Ibirité.

O Fórum de Prefeitos da Bacia do Paraopeba debaterá ainda o papel e a importância do Cibapar nos licenciamentos ambientais tanto de projetos como de obras. Cabe destacar, neste ponto, a redução de custos para municípios e parceiros.

Na avaliação da Unesco, “é crucial mobilizar, em nível mundial, a vontade política e o comprometimento com as questões da água. Igualmente importantes são a visão de futuro e a boa vontade para considerar caminhos inovadores para abordar a cooperação nos níveis local, regional e internacional. Atualmente, debates abertos sobre as questões relacionadas aos recursos hídricos, bem como a ampla participação de cidadãos na tomada de decisões, podem estimular ações colaborativas e compromissos políticos”.

 

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