Fórum Mundial das Águas de 2018

Integrantes do Conselho Mundial da Água visitaram o Brasil, entre os dias 21 e 23 de agosto, para cumprir mais uma etapa, de um longo processo, que visa escolher qual cidade terá o direito de sediar o Fórum Mundial da Água em 2018. A próxima edição do fórum -- a sétima -- será realizada na Coréia do Sul, em 2015. A última -- a sexta -- ocorreu na França, em 2012.

Após diversas etapas para qualificar as condições de países pretendentes a sediar o fórum em 2018, Brasil e Dinamarca foram indicados como finalistas. A candidatura brasileira é representada pela cidade de Brasília, com apoio oficial dos governos federal e do Distrito Federal.

A Abdib participou dos encontros e visitas entre os integrantes do conselho de avaliação das candidaturas e diversas autoridades brasileiras, em Brasília. Foram promovidas reuniões com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, com senadores e outras autoridades e especialistas.

Newton Azevedo e Giancarlo Gerli, respectivamente vice-presidente da Abdib e diretor de Planejamento da entidade, estiveram presentes nos encontros de caráter técnico e político e reforçaram o apoio do setor empresarial à candidatura brasileira. A Abdib é uma das instituições que integram o Conselho Mundial da Água.

A Abdib é uma das instituições que oferece apoio técnico para a candidatura brasileira para sediar o Fórum Mundial da Água em 2018. Sempre vimos muita convergência entre a pauta de ações do Conselho Mundial da Água e a da Abdib, explicou o vice-presidente da Abdib.

"O Fórum Mundial da Água, se realizado no Brasil, pode ajudar a catalisar diversas políticas públicas, inclusive para toda a América Latina, que visam o aproveitamento sustentável dos recursos hídricos, a melhoria do atendimento nos indicadores de saneamento ambiental, o fortalecimento da conservação do meio ambiente e o desenvolvimento econômico resultante", avaliou.



Governo federal oferece apoio oficial para Brasília sediar o evento internacional

A cidade de Brasília recebeu o apoio oficial do governo federal e distrital para sediar a oitava edição do Fórum Mundial da Água, em 2018. O Brasil disputa com a Dinamarca o direto de hospedar e organizar o evento internacional. O vencedor será conhecido em março de 2014.

Por meio de cartas ao presidente do Conselho Mundial da Água, o brasileiro Benedito Braga, em maio deste ano, a presidente da República, Dilma Rousseff, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ratificaram a disposição do Brasil de sediar o evento.

A presidente da República informou ao presidente do Conselho Mundial da Água que o Brasil tem instituições sólidas no setor, umas das mais avançadas legislações sobre o tema e que exercita o compartilhamento dos recursos hídricos -- tanto superficiais quanto subterrâneos -- entre entes da federação e outros países.

Dilma Rousseff lembrou que o país promove ações para renovar a infraestrutura, de olho em grandes eventos mundiais, como Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016. Classificou ainda o Fórum Mundial da Água como "o encontro mundial mais importante para o manejo dos recursos hídricos, dirigido a autoridades e especialistas oriundos de governos, da sociedade civil, do setor privado e de organismos internacionais".

A ministra do Meio Ambiente frisou que o Brasil detém 12% da água doce do planeta e que o ministério, cuja missão "é promover a adoção de princípios e estratégias para o conhecimento, a proteção e a recuperação do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais", tem tido participação relevante nas edições do Fórum Mundial da Água, o que considerou os mais importantes eventos do planeta no tema água.

Izabella Teixeira argumentou que a realização do evento no Brasil trará ganhos significativos para o país e para diversas instituições brasileiras que tratam direta ou indiretamente do tema, do ponto de vista não apenas ecológico, mas também social e de desenvolvimento econômico.

Já Agnelo Queiroz lembrou, em carta, que o governo do Distrito Federal vem se empenhando para que a gestão dos recursos hídricos seja realizada de forma de forma que o uso das águas seja racional e sustentável. Ao endossar a candidatura brasileira, o governador do Distrito Federal lembrou que a região é berço de três grandes bacias hidrográficas do Brasil -- Araguaia/Tocantins, Paraná e São Francisco -- e que Brasília é uma das cinco cidades brasileiras que mais hospedam eventos internacionais.



Fórum Mundial da Água cresce ao longo dos anos com pauta mais abrangente

O Fórum Mundial da Água é realizado a cada três anos e é organizado pelo Conselho Mundial da Água, instituição que congrega governos, empresas públicas e privadas, universidades e organizações políticas e sociais como associadas, entre elas a Abdib.

Nos últimos 15 anos, seis edições do evento já foram realizadas: Marrakesh, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Kyoto, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); e Marselha, França (2012). A sétima edição será realizada em 2015, na cidade de Daegu, Coréia do Sul.

Em vez de restringir a pauta em abordagens mais conhecidas quando o assunto é água, o Fórum Mundial da Água prefere dar um caráter mais abrangente e discutir os múltiplos aspectos que interferem -- ou deveriam interferir-- no uso dos recursos hídricos.

Se na primeira edição do evento, com 400 participantes, foram enfatizados aspectos como saneamento, energia e meio ambiente, na última foram realizadas mais de 400 sessões de discussão abordando todas as vertentes imagináveis sobre água, como aspectos econômicos e financiamento, gestão de risco e governança corporativa, educação e alimentação, saneamento básico, meio ambiente e geração de energia, entre outros.

Com maior amplitude nos debates e adesão crescente não somente de instituições civis, mas, sobretudo, autoridades governamentais, a quantidade de participantes cresceu: 400 em 1997, 5.700 em 2000, 12.000 em 2003, 15.000 em 2006, 25.000 em 20019 e 35.000 em 2012. Na última edição, na França, 173 países enviaram representantes, incluindo 15 chefes de estado, 112 ministros e vices, 176 delegações oficiais, mais de 750 membros dos poderes locais e estaduais, incluindo 250 prefeitos e 250 parlamentares.

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