Minas lidera destruição à Mata Atlântica

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, Minas Gerais é o estado que mais desmata o bioma Mata Atlântica, sendo responsável pela destruição de 909 quilômetros quadrados de Mata Atlântica. Entre 2002 e 2008, o Brasil desmatou 0,25% do seu território de Mata Atlântica - equivalente a 2.742 quilômetros quadrados.


Os municípios responsáveis pela destruição da maior parte do bioma foram Jequitinhonha (51 quilômetros quadrados), Rio Vermelho (44), Itamarandiba (32), Sabinópoles (24), Montezuma (20), Araçuaí (20) e Rio Pardo de Minas.


Alguns dos principais motivos são a produção em larga escala de carvão vegetal para alimentar a indústria siderúrgica e a expansão desenfreada das fronteiras agrícolas, sobretudo para criação de pastagens. Na lista dos estados mais desmatadores, o Paraná é o segundo estado do ranking, com 545 quilômetros quadrados devastados do bioma. A Bahia é o terceiro da lista, tendo destruído 462 quilômetros quadrados, seguido de Santa Catarina, com 329.


Para conter ações criminosas que contribuem para aumento do desmatamento, a gerente de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Adriana Baima, explica que a quantificação do desmate passará a ser feito anualmente. O monitoramento de transição de biomas, como ocorre entre a Caatinga e o Cerrado, também passará a ser anual, ganhando maior precisão.
A gerente considera um retrocesso lamentável a aprovação, que acorreu em meados deste ano, da lei que permite a derrubada de grandes porções de Mata Seca no Norte do Estado em favor de atividades como agropecuária. "Nas áreas de transição ocorre maior expansão da pecuária e da exploração de carvão vegetal", diz Baima.


As informações de intensificação do monitoramento serão decisivas para que seja detectado se os cortes são ou não autorizados. Ainda de acordo com a gerente, a possibilidade de desencadear ações de fiscalização mais eficazes será viabilizada somente entre parcerias dos estados, municípios e União. "A parceria será fundamental para a busca de alternativas que venham intensificar a produção e, ao mesmo tempo, conter os efeitos perniciosos da expansão das fronteiras agrícolas", diz Baima.

 

Abes-MG - Assessoria de Comunicação, com Amda

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