País recolhe 200 mil ton de embalagens de agrotóxicos em 10 anos

Entre janeiro e novembro de 2012, foram encaminhadas para o destino ambientalmente correto 37,7 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Os dados divulgados, no dia 29 de janeiro, pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV), apontam um aumento no volume de embalagens recolhidas de 9% em relação a 2011.

Nos últimos dez anos, mais de 237 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos utilizadas nas propriedades rurais brasileiras voltaram para os fabricantes, que reutilizaram ou eliminaram o material, seguindo padrões ambientais definidos em lei.

A prática, conhecida como logística reversa, se tornou obrigatória para o setor em 2002. A gestão pós-consumo, prevista em lei, atribui responsabilidades para toda a cadeia produtiva, incluindo agricultores, fabricantes, canais de distribuição e apoio ao Poder Público.

De acordo com o levantamento do sistema da logística reversa, os estados que mais encaminharam embalagens vazias para destinação final em 2012 foram: Mato Grosso (8,6 mil toneladas), Paraná (4,8 mil toneladas), São Paulo (4,5 mil toneladas) e Goiás (4 mil toneladas). Seguidos por Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia, que respondem por 62% do total de embalagens vazias retiradas do campo no Brasil.

Em 2012, Minas Gerai recolheu 3.235 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos, evitando impactos negativos ao meio ambiente. Se comparado com o mesmo período de 2011, o recolhimento teve um aumento de 18,4%. No entanto, o Estado manteve-se como o sexto do país em relação à destinação final adequada, sendo diretamente proporcional ao consumo, no qual também é o sexto.

Cabe ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) fiscalizar o comércio, transporte, prestadores de serviços de aplicação, armazenamento e uso de agrotóxicos na agricultura. O IMA fiscaliza os estabelecimentos comerciais de agrotóxicos e afins onde os produtos são armazenados e vendidos. Nas propriedades rurais, verifica se os produtores praticam a devolução correta, com a preparação das embalagens por meio do processo de tríplice lavagem e inutilização.

Em 2012 o IMA realizou 4.077 fiscalizações em estabelecimentos comerciais, 368 em Prestadores de Serviço de Aplicação de Agrotóxicos e Afins e 5.589 do uso de agrotóxicos em propriedades rurais, totalizando 10.034 ações de fiscalização. Tais números consolidam Minas como referência nacional na área, sendo também o Estado que mais desempenhou ações de educação sanitária no contexto de agrotóxicos, atingindo um público de 19.000 pessoas.

Segundo o diretor-geral do Instituto, Altino Rodrigues Neto, o balanço do ano de 2012 foi positivo e a expectativa é manter a vigilância, aliada a atividades de conscientização junto aos agricultores e comerciantes.

O IMA orienta que, após a utilização do agrotóxico, a embalagem seja lavada três vezes (tríplice lavagem), inutilizada com perfurações no fundo do frasco e armazenada em local apropriado até que seja devolvida, no prazo de um ano, a uma unidade de recebimento indicada pelo estabelecimento onde foi adquirido o agrotóxico.

Nas unidades de recebimento (postos e centrais) administradas pelo Inpev, as embalagens são separadas, avaliadas e enviadas para a incineração ou reciclagem. Atualmente, Minas conta com 11 Centrais e 51 unidades de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos e afins. Além disso, 1033 estabelecimentos que comercializam agrotóxicos são registrados no instituto.