Presidente do CBH Velhas defende agência robusta e aponta limitações

O presidente do Comitê de Bacia do Rio das Velhas (CBH-Velhas), Rogério Sepúlveda, afirma que existem vantagens e desvantagens no atual modelo de gestão, que tende a formar agências mais robustas, atuando ao longo de toda a calha dos grandes rios.


Ele explica que, se por um lado, essa grande estrutura torna-se viável economicamente e contribui para o fortalecimento dos comitês, por outro pode sobrecarregar a capacidade operacional da agência e acabar prejudicando o desempenho de suas funções.


"Em decorrência disso surge outro problema, caso o contrato não seja cumprido conforme o esperado pelo comitê, por lei ele pode mudar de agência, mas como vai fazer isso se não existe outra? Se a agência é única?", questiona.


"Desde a implantação da cobrança no Velhas, houve um grande empenho, tanto do CBH Velhas quanto do CBH São Francisco para que fosse instituída uma agência única para a Bacia do São Francisco federal. Acreditávamos que isso representaria mais recursos para a revitalização, garantiria que a agência fosse financeiramente viável e que as ações seriam racionalizadas através de uma visão mais ampla", explica.


Rogério relembra a luta para implementar a cobrança pelo uso da água na bacia do Velhas e como foi o processo que levou a formação da Associação Executiva de Apoio à Gestão de Bacias Hidrográficas Peixe Vivo (AGB Peixe Vivo) para exercer essa função de agência. "Agora que essa realidade se concretizou e a AGB vem exercendo a função de agência para outros comitês já se faz necessário pensar numa reestruturação da organização. Ampliar a capacidade operacional para atender as necessidades com eficiência", defende.


Ele confirma que além do Velhas somente o Paraopeba reúne condições para ter uma agência própria, mas que o modelo atual aponta para um agência única no São Francisco. "Acredito que o plenário do comitê do Paraopeba tem soberania plena para decidir a qual agência quer se vincular. Mas com toda a competência e conhecimento acumulado que o Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (Cibapar) tem, seria um grande parceiro para fortalecer as ações da AGB e a revitalização do São Francisco", disse.

28-6-2011

 

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