Circuito Tela Verde recebe inscrições até 20 de junho

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) já está recebendo até dia 20 de junho vídeos ambientais para compor a III Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente, conhecida como Circuito Tela Verde.

O Circuito surgiu em 2008, com o objetivo principal de atender à demanda dos espaços educadores por material audiovisual para se trabalhar a educação ambiental. A idéia é promover sensibilização e reflexão dos públicos sobre o meio em que vivem, levando filmes sobre a temática aos diversos setores e estimulando a produção audiovisual independente realizada pelas próprias comunidades, que conseguem olhar seu meio e traduzir em linguagem de áudio e vídeo.

"O conceito é muito interessante porque é a educação pela comunicação visual produzida por educadores, videomakers e militantes da própria comunidade, ou seja, a sociedade educa a sociedade, a partir de contextos e dilemas socioambientais locais", avaliou Nilo Diniz, diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA.

Como participar - Dessa forma, as comunidades interessadas em divulgar as ações ambientais promovidas em suas localidades podem produzir vídeos de curta metragem com duração máxima de 30 minutos, mas também podem apresentar vídeos curtíssimos e até vinhetas.

É permitido utilizar os mais diversos recursos, como filmadora, câmera de celular, câmera digital ou qualquer outro material que capture imagens, desde que produzidos num processo de comunicação para educação ambiental, a chamada educomunicação.

Os vídeos devem ser enviados até o dia 20 de junho para o Departamento de Educação Ambiental do MMA - Circuito Tela Verde, localizado na Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 9º andar, sala 953, CEP: 70.068-900, Brasília/DF.

Além do vídeo, é preciso enviar o Termo de Cessão de Direitos, observando as normas descritas no Passo a passo para envio dos vídeos.

Mais informações http://telaverde.ambientedigital.org/

Circuitos anteriores - Em sua primeira edição, exibida em 2009, o Circuito contou com 33 vídeos e a colaboração de 250 espaços exibidores que ainda promoveram debates sobre as temáticas abordadas.

Em 2010, a segunda edição recebeu 70 vídeos, dos quais 51 foram selecionados, e contou com a participação de 1.200 espaços exibidores, um aumento de 380%.

Funbea - E a educação ambiental vem ganhando cada vez mais força na área de fomento com a criação do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (Funbea), que teve estatuto aprovado em abril deste ano.
Trata-se de fundo privado, preliminarmente coordenado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) como projeto de extensão, destinado a financiar iniciativas de educação ambiental, articuladas com as ações governamentais em todas as esferas para fortalecer a implementação da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA).

O MMA e o Ministério da Educação foram convidados a participar do Fundo como observadores para que tenham condições de propor ao Funbea, sempre que possível, harmonizar os seus investimentos com as políticas públicas que o País está desenvolvendo na área, tanto na educação formal quanto na não formal.

"A Constituição prevê que a defesa do meio ambiente e a garantia da qualidade ambiental são obrigações do Poder Público e da coletividade", lembra Nilo. Dessa forma, ele avalia que "as iniciativas da sociedade, não estatais ou de caráter público, que sejam participativas e correspondam ao preceito constitucional, são tão importantes quanto as ações públicas".

O diretor ressalta que o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) serviu de estímulo e referência para que outras iniciativas como Funbea surgissem, já que, desde 1989, o FNMA vem financiando iniciativas socioambientais voltadas para a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, bem como para a qualidade de vida da população brasileira. O FNMA foi o primeiro fundo da América Latina a financiar projetos de meio ambiente e, nesses 21 anos, a educação ambiental foi um dos principais focos de fomento, seja por meios de demandas espontâneas ou editais publicados pelo MMA e, ao todo, já investiu R$ 230 milhões em 1.400 projetos.

A comissão provisória do Funbea tem até abril de 2012 para colocar todas as instâncias do Fundo para funcionar, organizar a captação de recursos e definir linhas de financiamento. Essa estruturação organizacional está sendo coordenada pela UFSCar, mas a expectativa é que, concluindo a fase de instalação operacional, o fundo seja assumido por uma comissão permanente.

3-6-2011

 

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