Feam finaliza diagnóstico na bacia do rio Paraopeba

A Gerência de Monitoramento de Efluentes da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), responsável pelo Programa Minas Trata Esgoto, finalizou no início deste mês, as visitas técnicas feitas aos 48 municípios localizados na bacia hidrográfica do rio Paraopeba. O objetivo foi levantar dados sobre a situação do esgotamento sanitário de cada cidade, a fim de preparar o Plano para Incremento do Percentual de Tratamento de Esgotos Sanitários na Bacia do Rio Paraopeba, que será divulgado em janeiro de 2012.

A Feam convidou técnicos ligados ao Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Paraopeba (Cibapar), que é a secretaria executiva e o escritório técnico do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Paraopeba, para acompanhar as visitas já que o Cibapar é responsável pela elaboração do plano diretor da bacia.

O objetivo das visitas é avaliar as condições de operação das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e identificar as unidades constituintes dos sistemas de tratamento dos esgotos sanitários, bem como o responsável pela manutenção dos serviços de coleta e tratamento. Além disso, o trabalho pretende obter os percentuais da população urbana atendida por rede coletora e por tratamento de esgotos, além de informar aos municípios sobre a convocação do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) para o licenciamento dos seus sistemas de esgotamento sanitário.

De acordo com o gerente de Monitoramento de Efluentes da Feam, Rodolfo Carvalho Salgado, as visitas possibilitaram a obtenção de dados primários com os responsáveis pelo esgotamento sanitário de cada município, através do preenchimento de check list e da inspeção a todas as ETEs. Também foram identificados pontos de lançamento de esgoto sem tratamento nos corpos hídricos receptores. Os locais visitados foram georreferenciados e documentados por relatório descritivo e fotográfico. "Verificamos durante a pesquisa a dificuldade de acesso a algumas ETEs e a alguns pontos de lançamento do esgoto no corpo d'água; a ausência de operadores nas estações e a precariedade na operação e manutenção das ETEs", informa Carvalho. Ele ressaltou que alguns municípios apresentaram dificuldades no fornecimento de dados básicos referente aos serviços de esgotamento sanitário, uma vez que não conheciam seu próprio sistema.

12-5-2011

 

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