O Museu do Meio Ambiente será reaberto ao público, em junho deste ano, para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio+20.
Com apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 5,1 milhões serão aplicados na instalação da infraestrutura para programas educativos, museográfico e de divulgação científica do museu, que fica no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Esses programas funcionarão no primeiro pavimento, em uma área de 400 metros quadrados. No segundo piso, serão apresentadas exposições temporárias.
Com os R$ 5,1 milhões, serão feitas intervenções que vão desde a concepção geral do museu, implantação do site e aquisição de mobiliário e de equipamentos de informática até a elaboração de material educativo e treinamento de equipes de monitores e instrutores.
A coordenadora do museu, Lídia Vales, da Associação de Amigos do Jardim Botânico, destaca que no programa educativo, por exemplo, estão sendo desenvolvidos jogos gigantes para crianças, com conteúdos ambientais. Na divulgação científica, programa de computador "Fórum de Debate" permitirá ao público discutir temas relacionados ao meio ambiente.
"Isso é superimportante, porque o museu pretende exercitar um diálogo com a sociedade. Ele vai fazer isso por meio dos seus programas. A gente quer esse diálogo, fazer esse canal de comunicação com a sociedade sobre as questões ambientais, mas também não é só falar em mão única. Tem que ter mão e contramão. A gente também quer ouvir a sociedade", ressalta Lídia.
Segundo a coordenadora, os recursos do BNDES propiciarão também a integração do museu a um programa de apoio do Jardim Botânico para jovens de baixa renda. Para ela, o importante do projeto é colocar esses jovens que vivem em comunidades em uma realidade de valorização do conhecimento, da relação pessoal e do próprio meio ambiente. "Dá uma conotação de cidadania para esses jovens", aponta Lídia.
O lançamento do museu ocorreu em 2006, em solenidade que contou com a presença da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A partir das obras de restauro do prédio histórico e administrativo, datado de 1900, o museu foi inaugurado em 2008, abrigando durante dois anos quatro exposições. Após esse período, o museu foi fechado para correção de infiltrações no subsolo, com apoio do BNDES, no montante de R$ 900 mil, além de recursos orçamentários do Jardim Botânico e do Ministério do Meio Ambiente.
Quando for reaberto, a expectativa é que o Museu do Meio Ambiente receba 300 mil visitantes por ano, de acordo com Lídia.