Parques salvam 73 espécies de extinção em Minas Gerais

Minas Gerais é o terceiro estado com mais espécies de animais ameaçados de extinção vivendo em parques nacionais. Foram identificadas, nas 16 unidades de conservação já regularizadas em Minas, 73 espécies que figuram na lista vermelha. O campeão de registros é a Bahia, com 81, seguida pelo Rio de Janeiro, com 76.


Em relação ao número de animais em extinção localizados pelos pesquisadores nestes parques, Minas também ocupa o terceiro lugar no ranking nacional. Constam, no Estado, 129 registros de ocorrências de animais ameaçados. Mais uma vez, o primeiro lugar ficou com os baianos. Nos 26 parques daquele Estado, foram registrados 170 animais em risco de extinção. Em segundo lugar, o Rio de Janeiro, com 167 exemplares da lista vermelha em 19 parques nacionais.


Estas são algumas das constatações do Atlas da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão que nasceu de uma subdivisão do Ibama em 2009. O ICMBio foi criado para gerenciar os parques e reservas ecológicas nacionais. Parte deles é aberta ao público, e parte destinada apenas à conservação das espécies e à pesquisa científica.


O Atlas, uma publicação digital, foi lançado na tarde desta segunda-feira (11) em Brasília, como parte da divulgação do novo portal na internet do ICMBio. O endereço é www.icmbio.org.br. Ao todo, participaram da elaboração uma centena de pesquisadores, responsáveis pelo levantamento e por outras informações sobre ocorrências de espécies, fotos, sugestões e todo tipo de apoio para tornar possível a elaboração do projeto. No total, foram compilados 1.333 registros de 314 espécies da fauna ameaçada em 198 unidades de conservação em todos os estados do país.


De acordo com o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, o portal do órgão, assim como o Atlas, fazem parte de uma estratégia traçada para facilitar o acesso da população e de pesquisadores às unidades, e desenvolver mais estudos científicos sobre fauna e flora brasileiras. "As informações levantadas, pesquisas e imagens ficarão à disposição da comunidade científica nacional e internacional", afirma.


Ainda de acordo com o presidente, o Atlas é o início de um esforço conjunto, e deve ser ampliado nos próximos anos. "As ferramentas que temos, o uso da internet, são parte de um trabalho que estamos fazendo, um choque de gestão. Queremos levar mais pessoas e mais pesquisa aos parques", ressalta.