Comissão debate criação de centro de referência em água e transdisciplinaridade



 

 

A Comissão Brasileira para Programas Hidrológicos Internacionais (COBRAPHI) se reúne nesta terça-feira, 6 de dezembro, no Hotel Blue Tree Jade Brasília, para sua 12ª reunião ordinária. O encontro tem o objetivo de planejar, coordenar e supervisionar as atividades relacionadas a programas hidrológicos internacionais, especialmente o Programa Hidrológico Internacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (PHI/UNESCO).

 

 

 

O presidente da COBRAPHI e diretor da Área de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), Ney Maranhão, abriu a reunião. Durante o dia, os participantes também debatem a proposta de criação do Centro Internacional de Referência em Água e Transdisciplinaridade (CIRAT). Outro ponto previsto na programação é a discussão sobre centros de categoria 2 da UNESCO no Brasil, como o Centro Internacional de Hidroinformática, da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), e o Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (HidroEx), em Frutal (MG).

 

 

 

Durante o evento, Ney Maranhão fez uma apresentação sobre a participação da COBRAPHI nas ações preparatórias para o 8º Fórum Mundial da Água, que acontecerá em Brasília em 2018. Foram discutidas as formas de participação da Comissão em processos preparatórios para o Fórum – que é o maior evento do mundo sobre recursos hídricos – e em eventos da agenda oficial de preparação para 2018, como as reuniões regionais, encontros nacionais e internacionais.

 

 

 

A COBRAPHI

 

 

 

O Decreto nº 84737, de 27 de maio de 1980, criou a Comissão Brasileira para o Programa Hidrológico Internacional (PHI). Com o Decreto de 2 de setembro de 1999, o grupo passou a se chamar Comissão Brasileira para Programas Hidrológicos Internacionais. A COBRAPHI tem a finalidade de planejar, coordenar e supervisionar as atividades relacionadas a programas hidrológicos internacionais.

 

 

 

A Comissão Brasileira é presidida por um representante do Ministério do Meio Ambiente (podendo ser de uma de suas entidades vinculadas, como a ANA) e composta por um representante dos ministérios da Defesa; Relações Exteriores; Transportes; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O grupo também conta com a participação de cinco especialistas de notório saber na área de recursos hídricos, sendo um de cada região geopolítica, além de representantes da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) e da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS).

Texto:Raylton Alves - ASCOM/ANA

13-12-2016