Belo-horizontinos voltam a frequentar o Parque Municipal

Antes dos portões se abrirem já tinha gente esperando do lado de fora. Estavam ansiosos para entrar e novamente aproveitarem o espaço. Foi em clima de alegria, que ontem, dia 5 de abril, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, patrimônio ambiental mais antigo de Belo Horizonte, foi reaberto ao público.

Depois de 81 dias fechado para um minucioso trabalho de vistoria das 3.562 árvores, o Parque Municipal foi reentregue aos belo-horizontinos. "Realizamos a primeira fase, o fechamento do Parque, a realização de um painel dos aspectos das árvores e um relatório com o diagnóstico encontrado. Na segunda fase, será feito um planejamento para a aplicação dessa ação nos outros 69 parques da Cidade", explica o secretário Municipal de Meio Ambiente, Nívio Lasmar.

A partir do diagnóstico feito por equipes técnicas da Fundação de Parques Municipais, das Regionais, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Fundação Zoobotânica, Defesa Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Cemig, 284 árvores do Parque foram retiradas, pois de alguma maneira apresentavam risco para os freqüentadores do espaço.

De acordo com o presidente da Fundação de Parques Municipais, Luiz Gustavo Fortini, a retirada foi um trabalho preventivo. "Essas árvores estavam infectadas por cupins, possuíam inadequações, como tamanho ou espécie não apropriada ao parque, inclinação acentuada, copa irregular ou estavam em estado de senescência", afirma.

A madeira gerada pelos cortes teve um destino certo: foi reaproveitada pela Associação Municipal de Assistência Social (AMAS), pelo setor de compostagem do aterro sanitário e por artesãos que a transformaram em bancos e peças de utilidade para o Parque. Para Wallace Pisani, um dos artesãos que está trabalhando as madeiras, este é um trabalho que dá orgulho. "Ao invés dessa rica matéria prima ser descartada, ela se transforma em algo útil e bonito".

Junto com o relatório sobre o estado das árvores, um projeto para o replantio de mudas também foi preparado e está em fase de aprovação. Os critérios para a escolha das mudas são: árvores de menor porte, nativas, pois são mais resistentes, e com recursos alimentar para fauna.