Comitê das Bacias do Rio Doce registra efeitos da seca no ES



O representantes do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Barra Seca e Rio Doce estiveram nesta segunda-feira (2) nas fazendas do Norte do Espírito Santo, para ver de perto os estragos da estiagem na produção.

 

O Rio Doce em Colatina, na região Noroeste, está baixo e os bancos de areias se espalham por todo o leito. Além da seca, há seis meses o rio foi tomado pelo rejeitos de minério da barragens da mineradora Samarco, em Mariana (MG). O Secretário Executivo do Comitê das Bacias de Barra Seca e Rio Doce, Valdir Martins dos Santos, chama atenção para uma responsabilidade compartilhada entre sociedade e empresas.

 

“A gente observou uma quantidade de obras bastante significativa na reservação de água, muitas represas e praticamente todas elas secas. São dois casos que precisam ser tratados: o caso Samarco de um lado, que precisa fazer um projeto de revitalização do Rio Doce, e por outro lado a sociedade precisa cuidar das Áreas de Proteção Permantes (APP), dos afluentes e do próprio Rio Doce”.

 

Com a falta de chuvas, os córregos e rios da região que abasteciam as lavouras estão secando. O córrego Cupido, em Sooretama, que irrigava a lavoura de 300 produtores rurais, está seco e foi tomado por vegetação.

 

O produtor de banana Jaime Balbino perdeu metade dos três mil pés que cultivava por causa da seca. “Esse cacho, pelo que eu vejo, 90% dele está perdido. Porque ele depende de água para encher, se ele não encher a banana não tem comércio, não tem venda”.

 

O produtor rural Vandelei Lopes Perreira espera uma queda de 80% na colheita de café deste ano, em decorrência da seca que atinge a região.

 

Os membros do Comitê irão percorrer todas as bacias hidrográficas para fazer um levantamento completo da situação da seca e o que pode ser feito para ajudar os produtores rurais.

6-5-2016