Recebimento de lixo tóxico em Sarzedo está suspenso



A EcoVital não está mais recebendo substâncias tóxicas para incineração após acatar solicitações enviadas pela Prefeitura de Sarzedo, Codema e Ministério Público Estadual. O lixo tóxico que contaminou cidades paulistas há mais de 30 anos e foi recusado por três estados estava sendo recebido e incinerado pela empresa na cidade de Sarzedo.

 

No início deste mês, a Amda repercutiu o caso, após receber denúncias de trabalhadores e moradores que se dizem inseguros sobre os riscos que a atividade pode trazer para a região, principalmente com relação à queima de pó da china e HCB, que estão entre os poluentes orgânicos mais perigosos do mundo.

 

Segundo relatos recebidos pela Amda, que foram encaminhadas através de ofício para a Sub-secretária de Fiscalização da Semad, no dia 2 de fevereiro, existe uma pista de corrida próxima a EcoVital que não está mais sendo utilizada pela população devido à emissão de odores insuportáveis, principalmente durante a noite. A ausência da participação popular no processo de licenciamento é uma das principais denúncias recebidas pela Amda.

 

Procurado pela entidade, o assessor jurídico da prefeitura de Sarzedo, Robson Carvalho, informou que após a veiculação de matéria sobre o assunto na Band, no dia 20 de janeiro, a prefeitura requereu toda a documentação relativa ao licenciamento ambiental na Semad, e também requereu, junto ao Ministério Público Estadual, a abertura de inquérito civil público para apurar a situação.

 

Carvalho informou ainda que no dia 1º de março será realizada Audiência Pública Municipal para discutir o assunto junto com a população. O assunto também será discutido, em nível estadual, pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no que será realizada no dia 29 de fevereiro.