Análises do CPRM não registram níveis anormais de metais pesados no Rio Doce



Os valores obtidos pelas análises de água e sedimentos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) indicam que os níveis de contaminação por metais pesados na bacia do Rio Doce estão dentro dos parâmetros aceitáveis, de acordo com o Ministério da Saúde. O órgão, juntamente com a Agência Nacional de Águas (ANA), realiza monitoramento desde o dia seguinte ao desastre decorrente do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas.Os resultados desta terça-feira indicam que o nível de metal na água estão levemente acima dos registrados em 2010. O paralelo foi realizado em oito pontos de monitoramento em Minas Gerais e dois no Espírito Santo. Outros locais nos dois estados também estão sob os olhares do CPRM, mesmo sem as análises comparativas.

 

Os estudos são conflitantes com uma análise independente em relação à contaminação de metais pesados como arsênio, manganês e chumbo. Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de São Carlos (UFscar) divulgaram resultados parciais de amostras apontando a concentração de até quatro vezes o permitido pela legislação nacional.

18-12-2015