Após meses de queda, nível de reservatórios voltam a subir



Após cinco meses de queda consecutiva, o nível dos reservatórios que integram o Sistema Paraopeba e abastecem a Região Metropolitana de Belo Horizonte voltaram a subir nesta quarta-feira (18). Apesar do aumento, ainda é crítico o volume nas três represas Serra Azul, Rio Manso e Vargem das Flores, que compõem a rede.

 

Segundo os dados da Copasa, o nível na represa Serra Azul chegou a 5,3% nessa segunda-feira (16), quase se igualando ao pior índice da história: de 5,2%, alcançado em novembro de 2014. Com as últimas chuvas, o Serra Azul voltou a subir para 5,4%. A queda no local vem sendo regra desde junho deste ano, quando o nível estava em 15,8%.

 

O reservatório Vargem das Flores também subiu de 18,8% para 19,1%, mas vem de uma elevação nos últimos dois dias. Já a represa Rio Manso se manteve estável em 28,9%. O nível médio de todo Sistema Paraopeba se manteve estável em 20% desde segunda e se esperava um aumento a partir desta quinta-feira (19). A queda diária do sistema dura desde maio, quando estava em 39%.

 

Apesar do nível crítico e a possibilidade das chuvas não serem suficientes para encher os reservatórios, a Copasa ainda descarta o racionamento de água na Grande BH. A principal aposta da empresa continua ser a obra de captação do Rio Paraopeba, que deverá ser entregue no próximo mês. A promessa é retirar 5 mil litros de água por segundo do curso d'água e bombear até a Estação de Tratamento de Água da empresa, em Brumadinho.

 

Para o meteorologista do Centro de Climatologia Tempo Clima Puc/Minas, Heriberto dos Anjos, é necessário que as chuvas continuem, uma vez que só caiu 50% da média histórica no acumulado de outubro e novembro. “Se esse tipo de precipitação se repetir até o fim do verão, teremos um cenário melhor em relação ao do ano passado”, afirma.

 

Para o Heriberto, as chuvas fracas e contantes causam melhor resultado para encher os reservatórios do que as pancadas fortes e de rápida duração, pois não sofrem tanto com o efeito da evaporação. “O importante é continuar chovendo, de uma formar ou de outra, pois o período chuvoso só vai até meados de março e o pico dessa precipitação é novembro, dezembro e janeiro”, pontuou.

 

Audiência pública

 

Uma audiência pública vai debater a preparação de Belo Horizonte para o período chuvoso. O encontro será nesta quinta-feira (19), às 13h, na Câmara Municipal. O objetivo é obter informações sobre a atual situação dos moradores das áreas de risco e as medidas previstas pela prefeitura para evitar possíveis tragédias. Além disso, será debatido o Programa Estrutural em Área de Risco (Pear).

24-11-2015