Deputados vão a Valadares ver situação do Rio Doce



Nesta terça-feira (17/11/15), às 9 horas, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visita o município de Governador Valadares (Vale do Rio Doce) para verificar as condições em que se encontra o Rio Doce, após receber a lama das barragens de rejeitos da mineradora Samarco, que se se romperam no último dia 5. A visita será feita às instalações do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Valadares, na Rua Quintino Bocaiuva, 41, Centro.

 

O requerimento para a visita é de autoria do deputado Bonifácio Mourão (PSDB). A poluição gerada pelo rompimento das barragens, no município de Mariana (Região Central do Estado), provocou a interrupção do abastecimento de água em Valadares e em outros municípios ao longo do Rio Doce. A presença dos deputados, segundo Mourão, tem o objetivo de participar da busca pela assistência e socorro a todos os atingidos pela tragédia e suas consequências. “A população mais carente de Valadares está enfrentando temperaturas de 40º, sem água, sem dinheiro para comprar água mineral e sem perspectiva de quando a situação vai se resolver”, alarma-se o deputado. Para ele, a saída está em juntar forças de todos os parlamentares e autoridades da região para buscar recursos e soluções.

 

Segundo matéria publicada pelo jornal Hoje em Dia, do último dia 10, análises feitas pelo Saae de Valadares comprovaram que a água do Rio Doce não pode ser tratada para o consumo, uma vez que há excesso de turbidez, de condutividade e de materiais como alumínio, ferro e manganês. O Saae identificou um índice de turbidez de 21,8 mil Unidades Nefelométrica de Turbidez, quando a resolução do Conama limita em até 100. A concentração de ferro está em 37 miligramas por litro, quando do ideal seria 0,3. A presença de manganês na água é muito preocupante, pois trata-se de um elemento tóxico.

 

A poluição já causou a morte de grande número de peixes, que apareceram boiando em toda a extensão urbana do rio, provocando mal cheiro. A Samarco disponibilizou 13 caminhões-pipa para apoiar o abastecimento em Valadares, número muito abaixo do que seria suficiente para atender a demanda de uma cidade de 280 mil habitantes. O diretor do Saae, Omir Quintino, calcula que nem 300 caminhões-pipa seriam suficientes para isso.

16-11-2015