Japão

Os riscos de contaminação aumentaram no Japão depois que uma quantidade significativa de água com alto índice de radioatividade foi encontrada nas imediações do reator 2 na usina nuclear de Fukushima. Mais um problema para ser resolvido pelos técnicos da companhia Tokyo Electric Power (Tepco), que trabalham incansavelmente na central, desde o terremoto do dia 11. As autoridades japonesas não descartam a possibilidade de o vazamento ter chegado até o mar.

Ontem, também foram encontrados vestígios de plutônio no solo da região. A concentração do metal radioativo é pequena e não deve causar danos à saúde humana, porém, é mais um sinal das consequências dos incidentes nos reatores e da urgência para que a ameaça seja controlada.

A água utilizada para provocar o resfriamento dos reatores inundou os túneis que passam pela sala de máquinas e foi levado para fora da usina nuclear. No entanto, o escape parece não ter atingido o lado de fora da central de Fukushima Daiichi. "Detectamos água acumulada em poços de observação de um duto subterrâneo que desemboca no exterior do edifício do reator 2, com um nível de radioatividade superior a mil milisieverts (mSv) por hora", declarou um porta-voz da empresa Tepco.

A saída dos túneis dos reatores fica apenas a 60 metros do mar. Os técnicos trabalham com a hipótese de que o volume contaminado possa ter ido até à margem. Testes foram realizados para saber se a radiação chegou ao Oceano Pacífico, mas o resultado ainda não foi divulgado. O vazamento trouxe um grande desafio para os mais de 500 trabalhadores que estão, atualmente, na usina: como bombear a água radioativa, sem correr mais riscos de contaminação ou de exposição ao material.

Uma pequena quantidade de plutônio foi encontrada no solo, em cinco pontos da usina. De acordo com a Tepco, o metal pode ter origem no combustível de um dos reatores que sofreram problemas depois do terremoto. O material pode apresentar uma nova diretriz para os técnicos, que ainda não sabem como os vazamentos ocorrem. Apenas dois reatores têm a substância radioativa encontrada nas amostras de terra. Um deles, o reator 3, é considerado o mais perigoso da usina, por apresentar um mistura de óxidos de plutônio e de urânio.

Chuva com radiação nos EUA

Foram detectados traços de radioatividade, provenientes da usina nuclear de Fukushima, na água da chuva no Nordeste dos Estados Unidos, segundo a Agência Americana do Meio Ambiente. O governo declarou que a quantidade de material encontrado, no entanto, não apresenta riscos para a saúde humana e está bem abaixo do limite perigoso. A anormalidade foi registrada nos estados da Pensilvânia e de Massachussets. Como medida de prevenção, os EUA resolveram reforçar o sistema de controle de água da chuva e de água potável em todo o país.