Simpósio alerta para a qualidade da água em reservatórios da RMBH



Durante o Seminário Legislativo Águas de Minas III – Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade, realizado nesta terça-feira (11) em Belo Horizonte, os representantes dos comitês das bacias dos rios das Velhas e Paraopeba, cobraram novas ações que melhorem a gestão das águas no Estado.

 

O evento, realizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), contou ainda com a presença de representantes do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igan), da Agência Reguladora dos Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (Arsae-MG) e autoridades da RMBH.

 

O vice-presidente do Comitê da Bacia do Rio das Velhas, Ênio Resende de Souza, ressalta que a uma nova preocupação é com a qualidade da água. “A crise não é apenas hídrica, mas de ecossistema, a falta de chuvas é um fator relevante e vem reduzindo a quantidade de água do rio, mas que a qualidade também está em situação crítica, graças à insuficiência no tratamento de esgoto”, afirma Souza.

 

O Igam apresentou um diagnóstico sobre as ações a serem tomadas para melhorar a qualidade e a quantidade de água na RMBH e afirma que lançamento de esgoto sem tratamento adequado nos rios ainda é um problema grave. “O último período chuvoso manteve a média esperada, mas a situação dos reservatórios e rios ainda requer atenção. Com isso, estamos fazendo um monitoramento diário dos níveis de água”, afirma o diretor de Gestão das Águas e Apoio aos Comitês de Bacia do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Breno Esteves Lasmar.

 

Lasmar alertou, também, que a qualidade da água das bacias é ruim, uma vez que o nível de contaminação está acima do recomendado. Para ele, isso demonstra a necessidade de reforço nos processos de licenciamento ambiental e fiscalização das atividades produtivas nas proximidades dos rios.

17-08-2015