Situação está crítica em todas as barragens da Grande BH

Por causa da estiagem prolongada e da crise hídrica na Grande BH, a represa de Vargem das Flores é a segunda mais castigada das três que compõem o Sistema Paraopeba, responsável por cerca de 30% do abastecimento da região. O reservatório apresentava ontem 38,7% de seu volume útil, superando o Sistema serra Azul, que está com 15,7% e praticamente não tem sido usado para abastecimento por motivos de preservação do manancial. A maior barragem, de Rio Manso, em Brumadinho, apresenta 49,9% de seu nível.O nível dos reservatórios do Sistema Paraopeba está em 37,4% e a Copasa ainda alerta que para evitar rodízio de distribuição e sobretaxa de contingência é preciso que a população economize até 30% de seu consumo, índice que não foi atingido nas quatro primeiras medições desde fevereiro, que foram reduções mensais de 9,4%, 16%, 15% e 14,5%, respectivamente.

De acordo com a Semad, um dos grandes problemas da bacia de Vargem das Flores é a ocupação irregular e não ordenada que tomou conta de suas margens desde que a represa foi constituída na década de 1960, quando o município de Contagem enfrentava dificuldades de abastecimento e recorreu a esse empreendimento sem os devidos cercamentos. Uma das formas de minimizar os impactos foi a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Vargem das Flores, criada em 2006 pela Lei Estadual 16.197, com o intuito de preservar o manancial.

CONSUMO Com o decreto de estado de restrição de uso de água pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), editado em março, todos os usuários do manancial – assim como os de Serra Azul e Rio Manso – deveriam reduzir suas captações em 20% para o abastecimento humano e animal, 25% para irrigação, 30% em usos industriais, como a mineração, e 50% para os demais usos. A restrição foi decretada porque o volume projetado para o reservatório até o fim da estação de estiagem (setembro) não seria suficiente para atender a 70% das outorgas vigentes.