Barragem para abastecer o Norte está saindo do papel



As obras da Barragem Congonhas, entre Itacambira e Grão Mogol, no Norte de Minas, devem sair do papel. O primeiro passo foi dado ontem pelo ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, que participou, na capital mineira, da cerimônia de lançamento do edital de licitação para contratar as obras de barramento, com previsão de publicação para esta quinta-feira pelo “Diário Oficial”. “É uma demanda de quase 20 anos”, disse o governador Fernando Pimentel.

 

Nessa fase, as obras devem consumir R$ 183 milhões. Para o total do empreendimento Barragem Congonhas, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aprovou cerca de R$ 300 milhões do Orçamento Geral da União (OGU). Além disso, o Ministério da Integração firmou convênio com a Fundação Rural Mineira (Ruralminas), no valor de R$ 8,7 milhões, destinados à atualização dos estudos ambientais para a implantação do projeto.

 

Na oportunidade, o ministro também anunciou a liberação de recursos de R$ 10 milhões da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério de Integração Nacional para obras emergenciais contra a seca, como a instalação de adutoras de engate rápido e a contratação de caminhões-pipa para o Estado.

 

O ministro também disse que para equilibrar as contas públicas, o Ministério da Integração Nacional cortou 17% da receita. “Temos R$ 3,9 bilhões para aplicação em todo o país neste ano”, observou.

 

O secretário de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Paulo Guedes, que esteve presente no evento, ressaltou que anteontem, a Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) Norte aprovou a licença ambiental da Barragem de Mato Verde, no Norte de Minas. A ordem de serviço acontece hoje em Montes Claros. A previsão é que as obras – que devem custar R$ 48 milhões – devem ser concluídas em 12 meses.

15-06-2015