Reutilização de água das chuvas recebe parecer favorável



Instituir um sistema de reaproveitamento das águas de chuvas nos prédios públicos de Belo Horizonte é o objetivo do PL 1452/15, que recebeu parecer favorável da Comissão de Administração Pública nesta quarta-feira (13/5). Para garantir a efetividade da medida, o projeto determina que todo edital de licitação para obras de construção ou reforma de prédios públicos traga a obrigatoriedade de instalação de tecnologia para captação, armazenamento e reuso de água das chuvas.

 

De acordo com o autor da iniciativa, vereador Juninho Los Hermanos (PROS), a água coletada poderá ser utilizada para irrigação de jardins e lavagens de pisos, carros, máquinas e nas descargas no vaso sanitário.

 

O relator do projeto, vereador Reinaldo Preto Sacolão (PMDB), destaca que a adoção da medida trará uma série de benefícios para a sociedade, como a redução do volume de águas nas redes pluviais de drenagem urbana e a diminuição dos valores gastos com contas de água pelos órgãos públicos. Além disso, o parlamentar entende que outros segmentos, ao perceberem as vantagens obtidas pelo poder público com a reutilização da água, poderão vir a reproduzir a iniciativa. Antes de ser apreciado em Plenário, o projeto ainda precisar tramitar pelas comissões de Meio Ambiente e Política Urbana e de Orçamento e Finanças Públicas.

 

Energia alternativa

 

Outra prática sustentável que recebeu parecer favorável da Comissão de Administração Pública é a instalação de sistema de energia solar para iluminação de prédios públicos. A iniciativa foi proposta pelo vereador Juninho Los Hermanos. De acordo com o projeto de lei, que recebeu o número 1453/15, todo edital de licitação para obras de construção ou reforma de prédios públicos deverá trazer a obrigatoriedade de instalação de sistema de energia solar para geração de iluminação em ambientes internos.

 

Ao fundamentar seu parecer favorável ao projeto, o vereador Reinaldo Preto do Sacolão destaca que a redução do consumo de energia elétrica, ao se passar a utilizar energia solar, vai gerar diminuição significativa nos valores das contas de energia dos órgãos públicos. Além disso, o parlamentar salienta que, ao adotar a prática sustentável, o poder público tornar-se-á um “importante indutor comportamental na sociedade de práticas de interesse local”. O PL 1453/15 segue para análise da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas.

20-05-2015