Copasa cancela oficialmente tarifa extra para maio



A Copasa oficializou ontem o cancelamento do pedido de cobrança da sobretaxa da água junto à Agência de Regulação dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Minas (Arsae-MG). A informação foi obtida por uma fonte da companhia, que participa diretamente do processo de gerenciamento da crise hídrica em 16 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte.

 

Agora, a Copasa iniciará novos estudos de consumo, vazão e economia de água e, daqui a 30 dias, avaliará a necessidade de entrar com novo pedido de sobretaxa em junho. Além do monitoramento dos níveis dos reservatórios, a aplicação da tarifa de contingência dependerá ainda da economia do consumo de água pelos clientes da Copasa. O balanço do consumo de abril não foi divulgado pela empresa, que alega estar em período de silêncio, que antecede a divulgação do resultado do 1º trimestre de 2015.

 

Desde o dia 24 de abril, quando a Copasa fez o pedido para adoção da sobretarifa, a Arsae realiza análises sobre o modelo que deve ser adotado para a cobrança. A consulta pública seria apresentada ainda esta semana, mas essa resolução também foi suspensa.

 

PRORROGAÇÃO. As restrições para captação de água nas porções hidrográficas que abrangem os reservatórios do Rio Manso, Várzea das Flores e Serra Azul, localizados na região metropolitana de Belo Horizonte, surtiram efeitos positivos e serão mantidas por, pelo menos, mais 30 dias. Essa foi a determinação da Portaria n° 17, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

 

A prorrogação foi definida com base no balanço feito pelo órgão após os 30 dias de restrição de captação, estabelecidos no dia 9 de abril. Na avaliação técnica anterior, em março, antes da primeira restrição, os estudos indicavam que os reservatórios teriam sua capacidade esgotada antes do fim do período seco (abril a setembro). Após a vigência da portaria, os estudos demonstram que a capacidade agora somente seria comprometida em novembro, pouco após o início do período chuvoso.

 

Economia

 

Março. A variação do consumo de água dos imóveis da Grande BH foi de 16%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro deste ano, a economia havia sido de 9,4%.

 

Restrição incluirá água subterrânea

 

Integrantes da Câmara Técnica Institucional e Legal do Conselho Estadual de Recursos Hídricos discutiram ontem as regras e normatizações para restringir o uso da água subterrânea em Minas. Para o presidente da CTIL, Antônio Thomaz da Matta Machado, a Deliberação Normativa em pauta é de julho de 2014 e não previa a situação atual de escassez hídrica. As diretrizes serão reformuladas e devem ser votadas na próxima reunião da câmara.

14-05-2015