Governo aporta R$ 128,4 mi para obra no Paraopeba



Exatos três meses após anunciar uma série de obras para contornar a crise de abastecimento de água em Minas Gerais, que afeta principalmente a região metropolitana de Belo Horizonte, o governo do Estado efetuou um aporte de R$ 128,4 milhões para a Copasa. Os recursos serão utilizados na implantação da captação de água bruta no rio Paraopeba, em Brumadinho, visando o tratamento da água na Estação do Rio Manso, de forma a ampliar a oferta de água dessa unidade de produção. O Paraopeba é responsável pelo abastecimento de 30% da capital e região e, desde o dia 9, está sob o chamado “estado de restrição hídrica”.

 

A injeção de recursos será destinada a cobrir os gastos extras de um projeto de captação de água da Copasa para a construção de uma estação de tratamento no rio Manso, mesmo a obra sendo executada pela Odebrecht, por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A previsão é em maio.

 

Quando a obra foi anunciada no dia 23 de janeiro, o governo sinalizou que buscaria os recursos junto ao governo federal. De fato, em fevereiro, os secretários Helvécio Magalhães (Planejamento e Gestão) e Murilo Valadares (Transportes e Obras) garantiram, após reunião em Brasília, R$ 809 milhões para diversas intervenções, entre elas, a captação do rio Paraopeba para o sistema Rio Manso. No entanto, o recurso para a obra chegou antes dos repasses federais, mesmo o Estado tendo anunciado recentemente a crise nos cofres públicos.

 

Após reunião do Conselho de Administração no dia 23 de abril, e como acionista majoritário da Copasa, o governo assegurou os R$ 128,4 milhões, que serão repassados em seis parcelas. A primeira, de R$ 30 milhões, já foi paga, no último dia 24. “Tal investimento torna-se necessário em função do agravamento da crise hídrica, comprometendo a capacidade de captação de água”, informa a ata da reunião. O documento informa ainda que a constituição do adiantamento resultará “em um aumento de capital por meio da subscrição particular de ações ordinárias, com preço unitário de R$ 18,17”. A Copasa alegou “estar em período de silêncio” e o governo não se manifestou sobre os recursos e a obra.

29-04-2015