Polícia inaugura Estação de Tratamento de Esgoto do IML



Foi inaugurada nesta terça-feira (7) a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, que demandou investimentos de cerca de R$ 400 mil. As obras estavam previstas para serem concluídas em 2013 inicialmente.

 

O objetivo é garantir o descarte correto de resíduos da unidade que, até então, eram encaminhados diretamente para a ETE Arrudas, da Copasa. "A questão é melhorar o resíduo, para que ele chegue mais purificado à estação da Copasa, então, nada melhor do que o tratamento do esgoto para sobrecarregar menos a rede", afirmou o superintendente de Polícia Técnico Científica (SPTC), André Luiz Barbosa Roquette.

 

Segundo ele, os resíduos dos laboratórios, onde são realizados exames toxicológicos, são os mais prejudiciais ao meio ambiente, e não os das salas de necropsia. "As bactérias que se desenvolvem em corpos em decomposição não causam doenças, mas os efluentes de laboratório, como os ácidos, voláteis e bases muito fortes, podem mesmo causar agressão ao ecossistema", explicou. De acordo com Roquette, não é possível mensurar quantitativamente os danos gerados pelo descarte dos resíduos.

 

O intuito é levar a construção de ETEs também para o interior do Estado onde, segundo o superintendente, existem muitas cidades com condições precárias. "A grande vantagem do interior é que não há laboratórios de toxicologia na maior parte deles, somente necropsia, e todas as amostras vêm aqui para exame toxicológico, o que minimiza muito o problema", disse.

 

A ETE está em funcionamento no IML há 30 dias, para testes e adequação de equipamentos. De acordo com o técnico de manutenção e operador da estação, Rubens Fernandes, atualmente são tratados cerca de 80 litros de resíduos por hora. "Mas ela aguenta muito mais do que isso e tem capacidade de processas 10 vezes esse valor", afirmou. Segundo ele, o resultado final são efluentes de coloração turva, 80% tratados.

 

09-04-2015