Impacto ambiental de Confins foi na década de 70

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) ainda não foi notificada pela Justiça Federal sobre a falta de estudos de impacto ambiental nas obras de ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana. A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal em Belo Horizonte (MPF) sob a alegação de que as obras desrespeitam a legislação ambiental.

Para o chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Lagoa Santa, Ivson Rodrigues, o dano ambiental profundo ocorreu no fim da década de 70, quando começaram os trabalhos de terraplenagem para a instalação do aeroporto. "Naquela época, não foram feitos estudos sobre a importância arqueológica da região. Dessa forma, não sabemos nem o que foi perdido com a construção de Confins", diz. Sobre as obras previstas para os próximos anos, ele acredita que não haverá risco de danos ao patrimônio arqueológico.

Na ação, o MPF pede a suspensão do processo de licitação. O argumento é que a região onde o aeroporto está faz parte de uma área de proteção ambiental, com uma enorme quantidade de pinturas rupestres, grutas e sítios arqueológicos, além de espécies de invertebrados que estão ameaçados de extinção. Esta é a segunda vez que a empresa é acusada de descumprir as leis ambientais. Em outra ação civil pública, de 2009, o MPF questiona o fato de um empreendimento do porte do aeroporto ter sido construído em uma área "de relevância ambiental".