Em meio a denúncias de que a crise hídrica em Minas Gerais é antiga para os órgãos competentes e só representa novidade para a população, o auxiliar administrativo Alexandre Miguel Rodrigues, de 45 anos, conta que, desde 2006, tenta alertar as autor



Aconteceu nesta segunda-feira (2) a primeira reunião dos órgãos e entidades do Governo de Minas que fazem parte da força-tarefa montada para administrar a crise hídrica que atinge o estado. Neste primeiro encontro foram apresentadas as medidas iniciais que serão tomadas e definiu-se as datas dos próximos encontros, sendo que a segunda reunião acontecerá na próxima segunda-feira (9).

 

A reunião marcada para a próxima semana terá a apresentação de um levantamento detalhado de todos os projetos e obras referentes a recursos hídricos no Estado. O objetivo é que não haja sobreposição de recursos e iniciativas. O estudo será o ponto de partida para as ações do governo de Minas, que já tem outro encontro agendado com o governo federal dentro de 15 dias.

 

A força-tarefa foi criada a partir do decreto do governador Fernando Pimentel, publicado no diário oficial de Minas Gerais do dia 28 de janeiro. A medida se baseia nos dados do relatório “Panorama Atual do Abastecimento de Água”, elaborado pela Copasa. O grupo deverá atuar de maneira articulada com o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH-MG) e encaminhar ao governador do Estado, no prazo de 180 dias, o relatório final com a descrição do trabalho, as conclusões e recomendações obtidas a partir dele.

 

A reunião desta segunda-feira foi coordenada pelo secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Helvécio Magalhães, e contou com a participação das Secretarias de Estado de Governo (Segov), Transporte e Obras Públicas (Setop), Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru), Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor).

 

Também tiveram representantes na reunião a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Ruralminas, Defesa Civil e Fundação HidroEX.

06-02-2015