PBH pode abrir concurso para selecionar árvores substitutas de Fícus



A Secretaria Municipal de Meio Ambiente já começou a estudar as principais possibilidades para realizar a recomposição paisagística das avenidas Bernardo Monteiro e Barbacena, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A substituição dos fícus, afetados pela mosca-branca, poderá ser feita através de um concurso, onde profissionais apontarão quais espécies são mais indicadas para compor a paisagem dos locais. Porém, segundo a pasta, a realização do concurso ainda não é certa, já que a proposta ainda terá que passar por avaliação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, que pertence à prefeitura.

 

Segundo a gerente de gestão ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Márcia Monteiro, a ideia do concurso surgiu em uma reunião entre a secretaria, a regional Centro-Sul, a Fundação Municipal de Cultura, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e membros do movimento Fica Ficus, realizada na tarde dessa quinta-feira (29). “O concurso foi apenas uma sugestão que surgiu deste encontro já que, através dele, é possível conseguir melhores propostas de projetos paisagísticos para a região. Porém, a sugestão ainda tem que ser analisada”, disse.

 

A gerente geral também informou que a proposta será enviada ao conselho em abril e, se for aprovada, será elaborado o edital para buscar a contratação do projeto de recomposição paisagística. Ainda segundo Márcia, o profissional contratado para elaborar o projeto terá a função de definir as espécies de árvores que substituirão os fícus. Para isso, ele deve respeitar algumas diretrizes que já foram definidas pela Secretaria de Meio Ambiente. “A revitalização deve garantir a permanência da paisagem que temos atualmente nas duas avenidas, por isso, o projetista deve optar por árvores de grande porte e que projetem grandes sombras no local”, ressaltou.

 

Outra diretriz que o projeto deve acompanhar é a de prever uma composição paisagística temporária para a região. “Sabemos que as árvores demoram muito tempo para crescer e, neste período, a região não pode ser afetada. Então, para garantir a sombra nos locais, o projetista terá que prever uma composição paisagística temporária, com plantas de crescimento mais rápido e que projetem sombra até que as espécies definitivas tenham crescido”, afirmou a gerente.

03-02-2015