Japão detecta altas taxas de radiação na água do oceano

O Japão detectou substâncias radioativas em água marinha em até 16 km da usina nuclear de Fukushima, localizada no litoral e danificada por terremoto e tsunami. A descoberta pode impactar a produção pesqueira, exportada para vários países.


A empresa Tepco, que opera a usina, informou que uma amostra coletada na segunda-feira a 330 m do sistema de escoamento da usina tinha uma concentração de iodo-131 num nível 126,7 vezes acima do permitido. Já a concentração de césio-137 era 16,5 vezes maior do que o limite legal. A 16 km da usina, o iodo-131 tinha uma concentração 16,4 vezes maior que o limite. A pesca está temporariamente suspensa na área.


O governo informou ainda que detectou altos níveis de iodo-131 na água encanada próxima a Fukushima.


Foi encontrada numa amostra de solo a 40 km do local do acidente uma concentração de radiação 430 vezes acima do nível normal. Ouvido pela TV NHK, o especialista Keigo Endo disse que não há risco imediato à saúde.


Ainda ontem, a Agência Internacional de Energia Atômica confirmou a emissão de radioatividade da usina de Fukushima, mas não soube precisar onde está o vazamento.


Brasil. O Brasil é um pequeno, mas crescente importador de peixe do Japão. No ano passado, foram 300,3 toneladas de pescado japonês. O país, no entanto, importa poucos produtos alimentícios do Japão, e a lista não inclui itens em que foi detectada contaminação por radiação, como leite, espinafre e crisântemo.


Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que o Brasil não impedirá a entrada de alimentos importados do Japão devido à possível contaminação por substâncias radioativas.


A última compra foi realizada em fevereiro deste ano, antes portanto do tsunami e do terremoto que atingiram o país no dia 11.

FOTO: Tokyo Electric Power Co. via Kyodo News/ap

Origem. Técnicos recobrem a usina nuclear de Fukushima na tentativa de resfriar os reatoresTokyo Electric Power Co. via Kyodo News/ap
Origem. Técnicos recobrem a usina nuclear de Fukushima na tentativa de resfriar os reatores
Angra é palco de protestos
Rio de Janeiro. De um lado, ambientalistas e estudantes da rede municipal com uniformes por baixo de camisetas pretas. Do outro, funcionários da Eletronuclear, alguns com crachás da empresa pendurados no pescoço, vestindo branco.


O centro de Angra dos Reis (RJ), foi palco ontem de manifestações opostas e simultâneas contra e a favor da expansão do programa nuclear brasileiro com a prometida construção da usina Angra 3. Os protestos surgem após o desastre no Japão.

Balanço
9.099
mortos

foram contados pelo governo japonês, ontem.

13.786
pessoas
continuam desaparecidas após o tsunami do dia 11.