Retirada de esgoto atrasa e trava limpeza de lagoa



A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) não conseguiu concluir a retirada de 95% do esgoto que é despejado na lagoa da Pampulha, obra que estava prevista para ser entregue até o mês de outubro. Segundo a assessoria do órgão, processos judiciais envolvendo a desapropriação de terrenos travou a construção de 4 km da rede coletora, que terá extensão total de 100 km. Ainda não há previsão para o término da intervenção, o que também impede o início do tratamento de choque que será feito na água do reservatório.

 

Conforme o vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente da capital, Délio Malheiros, o processo de desassoreamento do lago foi concluído nesta semana. O trabalho de retirada de sedimentos começou em setembro do ano passado.

 

“Estamos somente aguardando a Copasa. A expectativa é que neste mês de novembro tenha início o tratamento. O objetivo é que em dez meses a água tenha qualidade para a categoria de esportes náuticos”, afirmou Malheiros, ressaltando que a água já apresentou melhora com o início das chuvas.

 

A assessoria da Copasa afirmou que nove processos judiciais de desapropriação em 17 áreas barram a conclusão das obras de redes para coleta de esgoto. Estão previstas ainda a construção de nove estações elevatórias de esgoto nos bairros situados ao longo da bacia do lago em Belo Horizonte e em Contagem, na região metropolitana.

 

Reclamação. O coordenador do projeto Somos Pampulha, Carlos Augusto Moreira, questiona as obras de desassoreamento e acredita que o trabalho não foi concluído. “Continuamos vendo aves de pé no meio da lagoa. Elas não estão boiando, estão de pé. Com isso é possível presumir que os 800 mil m³ ainda não foram retirados”, disse.

 

Ele acredita que somente com a batimetria – procedimento que mede a profundidade – será possível atestar o término dos trabalhos.

 

Já o tratamento da água, que será realizado por uma empresa terceirizada, fará a oxigenação da lagoa e a inserção de microrganismos no reservatório. Somente a limpeza será capaz de eliminar o mau cheiro do local, que se agrava no período seco e tem como origem a matéria orgânica decorrente do esgoto. Resíduos

Dragagem. O processo de desassoreamento da lagoa da Pampulha foi totalmente concluído

nessa quinta e custou R$ 108,5 milhões. Foram retirados 800 mil m³ de resíduos da lagoa.

 

Novas lixeiras

Cocos. Para completar a rede de coleta de resíduos no entorno da lagoa da Pampulha, a Prefeitura de Belo Horizonte instalou, nessa quinta, 44 contêineres de 240 litros cada para recolher carcaças de cocos.

 

Descarte. Os 13 locais de coleta estão próximos aos pontos de venda do fruto.

 

Rodízio. As lixeiras serão instaladas na quinta-feira de cada semana e retiradas no domingo. A escolha dos dias atende a demanda turística.

 

Volume. Das 12 toneladas de lixo recolhidas diariamente na orla, duas toneladas são de cocos.

04-11-2014