Estiagem muda o visual do Rio Itapecerica em Divinópolis



Em parte da barragem do Itapecerica, o cenário não é mais o mesmo, pois não corre água. As pedras ficam expostas. Reflexo da estiagem, que se torna cada vez mais agressiva.

 

"Ninguém faz nada. Daqui a pouco, não teremos mais rio", disse um morador entrevistado pela TV Integração.

 

Quem mora na região e passa perto do rio todos os dias sofre em ver o Itapecerica assim. "Moro aqui há 47 anos e nunca imaginei ver o rio desse jeito", disse outro morador.

 

Para o ambientalista Marcos Vilela, além da estiagem, outros fatores têm influciado a seca. "Está ocorrendo desmatamento das áreas próximas ao rio. As nascentes estão 'morrendo' e falta fiscalização que garanta a conversação das árvores existentes. Não há reposição de água para manter o nível do rio mais alto", disse.

 

Mesmo com o nível do rio baixo, a captação da água continua a mesma, de acordo com a Copasa. O gerente do departamento operacional Centro-Oeste, Maurício Paulo Pereira, afirma que o abastecimento não ficará comprometido. "Temos acompanhado o nível do rio e observado a evolução diária. Não há nenhuma possibilidade de interrupções no fornecimento de água por causa do nível do rio", informou.

 

Diagnótico

​Apesar da Copasa garantir que não vai faltar água, a preocupação com o rio continua. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, além do projeto do tratamento do esgoto até o fim de 2016, outro também está em andamento.

 

Um diagnóstico do Itapecerica está sendo feito. A partir disso, será possível tomar medidas que amenizem o efeito da estiagem e das enchentes em Divinópolis, como explicou o secretário de Meio Ambiente, William Araújo. "A Prefeitura contratou uma empresa de engenharia responsável por fazer um diagnóstico dos 18 quilômetros do rio na area urbana, para fazer a leitura dos problemas do rio e evitar enchentes e situações de racionamento de água".

20-10-2014