Aplicação do Manuelzão em outras bacias será debatida



 

 

A Comissão Extraordinária das Águas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza na próxima quarta-feira (30/4/14) às 15 horas, no Plenarinho II, debate sobre o Projeto Manuelzão e a possibilidade de aplicação do projeto em outras bacias hidrográficas do estado. O requerimento é do presidente da comissão, deputado Almir Paraca (PT), e dos deputados Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) e Pompílio Canavez (PT).

 

O Projeto Manuelzão foi criado em janeiro de 1997, por iniciativa de professores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Eles haviam participado de um internato rural, passando três meses em municípios do interior de Minas e desenvolvendo atividades de medicina preventiva e social.

 

Essa vivência levou esses professores e vários de seus alunos à constatação de que não bastava medicar a população periodicamente, sendo necessário combater as causas das doenças. A partir daí, foi traçado o horizonte de trabalho do Projeto Manuelzão: lutar por melhorias nas condições ambientais para promover qualidade de vida, rompendo com prática predominantemente assistencialista.

 

Rio das Velhas - De acordo com o site do Manuelzão, a bacia hidrográfica do Rio das Velhas foi escolhida como foco de atuação, superando dessa forma a percepção municipalista das questões ambientais. A bacia permite uma análise sistêmica e integrada dos problemas e das necessidades de intervenções. Várias parcerias foram construídas com os municípios da bacia e com o Governo do Estado, dentre outros.

 

Além disso, foram criados em vários pontos da bacia os Comitês Manuelzão, que contam com a participação da sociedade civil e, também, de representantes do poder público e de usuários de água. O objetivo dessas instâncias, hoje chamadas de núcleos Manuelzão, é discutir e promover atividades relacionadas a questões ambientais locais.

 

Entre as ações promovidas pelo projeto, uma das mais expressivas foi a Expedição Manuelzão, que desceu o Rio das Velhas, em 2003. Foram percorridos os 804 quilômetros desse curso d'água, da nascente, em Ouro Preto, à foz, em Barra do Guaicuí, em 29 dias. A expedição serviu de inspiração para a proposta de revitalizar o Rio das Velhas até o ano de 2010, denominada Meta 2010: navegar, pescar e nadar no Rio das Velhas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Adiada para 2014, a proposta se tornou um projeto estruturador do Governo do Estado.

 

Convidados - Para a reunião, foram chamados os representantes do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão (secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano) e Regina Elena Crespo Gualda (secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental); o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alceu José Torres Marques; o procurador-geral de Justiça do Estado, Carlos André Mariani Bittencourt; a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho de Melo; o coordenador-geral do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Afluentes Mineiros do Baixo Rio Grande – Uberaba/MG, Hideraldo Buch; e o coordenador do Projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano.