Semad anuncia instalação de mais dois radares meteorológicos em Minas

Dois novos radares meteorológicos serão instalados em São Francisco, Norte de Minas e Almenara, Vale do Jequitinhonha. O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), junto com a apresentação do Atlas de Vulnerabilidade a Inundações. O levantamento aponta que Minas Gerais tem 1.518 pontos inundáveis relacionados em rios e córregos, sendo 236 trechos considerados críticos.

 

O atlas apresenta, por meio de mapas, as áreas perigosas em relação às inundações, tentando facilitar a criação de alternativas e ações que minimizem efeitos negativos em zonas rurais e urbanas de Minas. Com o levantamento é possível apontar terrenos onde não devem ser instaladas novas construções, por exemplo. O material servirá também para a seleção das áreas prioritárias no estabelecimento de recomendações e ações de controle de enchentes. Entre os rios com pontos perigosos estão rio das Velhas, Paraopeba, Verde, Piracicaba, Manhuaçu, Suaçuí Grande, entre outros.

 

Os radares começarão a funcionar em fase de testes em dezembro deste ano, mas oficialmente servirão para alertar sobre possíveis temporais no período 2014/2015.

 

Fiscais da chuva

 

Segundo reportagem do jornal Estado de Minas, a prefeitura de Belo Horizonte, por intermédio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), anunciou que fiscais vão monitorar alagamentos para interditar o trânsito preventivamente em nove trechos bastante conhecidos do total de 80 pontos de inundação mapeados na capital.

 

As equipes de fiscais serão formadas por agentes da Defesa Civil, Guarda Municipal e BHTrans, e vão atuar até abril do ano que vem, quando termina o período chuvoso. De acordo com o coordenador da Comdec, coronel Alexandre Lucas, os funcionários estarão atentos aos sinais meteorológicos emitidos pelas 56 estações da capital e pelo radar que indica a aproximação de frentes frias. Até então, o órgão recebia avisos a cada 10 minutos, em sua central do Barro Preto, mas houve a percepção de que inundações repentinas surpreendiam as equipes municipais, justamente por causa dos intervalos entre os boletins.

 

Ainda conforme o jornal, o coordenador da Comdec esclarece que o projeto é pioneiro e surgiu da necessidade de acompanhar os pontos críticos. "O objetivo é tentar aumentar a capacidade de prevenção. Ocorria de na primeira medição estar tudo tranquilo e, no alerta seguinte, o local já estar inundado, porque são áreas que se tornam alagadas em até quatro minutos", explicou.