PBH paga empresas que coletam lixo e evita greve no setor



A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) admitiu na sexta-feira (6) que não havia realizado o pagamento das empresas terceirizadas que prestam serviço de limpeza urbana na cidade. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), classificou o atraso no pagamento às empresas como “normal”. O repasse de recursos foi regularizado na tarde de sexta-feira.

 

O Hoje em Dia mostrou que a prefeitura não havia efetuado o pagamento das sete empresas que prestam serviços de limpeza urbana no último dia 26 de agosto.

 

Sem o pagamento nesta data, os empresários diziam que não tinham recurso para depositar o salário dos trabalhadores no quinto dia útil do mês. Sem poder realizar o pagamento, temiam por uma greve geral da categoria, o que deixaria a capital sem coleta de lixo, varrição, capina e limpeza das bocas de lobo. “As eventuais pendências de pagamentos nesta data terão sua efetivação na tarde desta sexta-feira, 6 de setembro, sem prejuízo na continuidade dos serviços essenciais à população”, afirmou a SLU em nota.

 

Segundo a assessoria do órgão, o pagamento não foi realizado no fim do mês passado por “uma questão de fluxo de caixa”. Ou seja, não havia o dinheiro disponível naquela data. A SLU enfatizou que, por lei, teria 30 dias após a medição dos serviços realizados para efetuar o pagamento. Ontem foram pagos cerca de R$ 12 milhões aos prestadores de serviço da SLU, incluindo até as empresas de telefonia.

 

O prefeito Marcio Lacerda minimizou o pagamento fora da data prevista às empresas. “Não tem atraso nenhum não. Às vezes há um pequeno atraso de uma semana, dez dias, mas pra serviço público isso é normal. Às vezes atrasa a medição, às vezes atrasa... se você checar, provavelmente hoje (ontem) eles já receberam”, afirmou no início da tarde de ontem.

 

Para Lacerda, a possibilidade de greve por causa do atraso seria apenas um “ruído”, “A empresa que teve problema com o pessoal, né? É o que parece que produziu esse ruído aí”, disse.