Fícus da Bernardo Monteiro viram depósito de lixo

Apesar da grande mobilização na tentativa de se preservar os fícus na avenida Bernardo Monteiro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, infectados pela mosca-branca, os espécimes sofrem com mais uma ameaça - o descarte irregular de lixo próximo às raízes das árvores. A reportagem de O TEMPO flagrou, na última sexta-feira, o acúmulo de dejetos ao pé de um dos fícus doentes.

Um sacolão da rede ABbasteCer - programa mantido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) - descartou caixas de madeira, garrafas plásticas e restos de alimentos estragados no local.

 

A Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional informou que a responsabilidade pelo descarte correto de dejetos é do permissionário do sacolão, que ganha o direito de explorar o ponto por meio de licitação. "Depois da denúncia, nós advertimos o permissionário", garantiu o gerente de apoio ao sistema de abastecimento da secretaria, Alberto Batista. Conforme a secretaria, ele pode sofrer penas que vão desde a aplicação de multas até a suspensão da permissão.

 

O responsável pelo sacolão não foi encontrado pela reportagem para se pronunciar sobre o assunto.

Avenida Barbacena. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural da PBH discute amanhã, em uma reunião, a possibilidade de cortar os fícus na avenida Barbacena, na região Centro-Sul da capital, infectados pela mosca-branca. São 11 espécimes consideradas "mortas" pelo Executivo.

 

A ação é questionada pelo movimento Fica Fícus, que defende a causa. Para a entidade, a PBH pretende fazer podas, com o aval do conselho, sem análise prévia e conhecimento técnico suficiente.

A denúncia é investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais. (AL)

 

Risco de queda

 

19 árvores tiveram galhos podados pela Defesa Civil na avenida Barbacena