Lixo ainda é jogado em Gramacho, RJ, após fechamento de aterro sanitário

Cerca de nove meses após o fechamento do Aterro sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, moradores do entorno é que sofrem com o excesso de lixo na região. Na mesma rua onde funcionava o antigo aterro, atualmente há lixo de toda a espécie, sem tratamento e em estado de decomposição. São cerca de 10 pontos, muitos em áreas que ficam perto de lagos e rios que desembocam na Baía de Guanabara, conforme mostrou o Bom Dia Rio.

 

“A aparência de Jardim Gramacho não mudou muito, mesmo com o fechamento do aterro, você testemunha que os problemas como a contaminação do solo, ratos, continuam do mesmo jeito”, disse Marcelo Aranda, biólogo.

 

Com medo e longe das câmeras, moradores contam que empresas de Caxias e de outras partes do Rio depositam lixo no local todos os dias irregularmente, normalmente no início da noite.

 

O mar de resíduos se estende até a porta do antigo aterro, onde catadores moram e trabalham em condições precárias. A catadora Nora Palma diz que este é o novo lixão. "O aterro [sanitário de Gramacho] acabou, só o que não acabou foi o lixo".

 

Em uma caixa de papelação a data 20 de fevereiro de 2013 indica que o material foi despejado no aterro recentemente. Materiais utilizados em indústrias também sinalizam que o local recebe lixos de grande prote, não apenas os residenciais.

 

A alguns metros dali, mais lixo é encontrado. Desta vez em uma Área de Proteção Ambiental Permanente (APAP), exatamente no encontro dos rios Sarapuí e Iguaçu. Ambos desembocam na Baía de Guanabara.

 

A Prefeitura de Duque de Caxias disse que vai fiscalizar o local. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também informou que vai enviar uma equipe de técnicos para verificar a denúncia. E disse que pretende notificar a prefeitura para que tome as medidas necessárias.