Estiagem prolongada afeta regime das águas do Rio São Francisco

Em Sergipe, há trechos onde é possível caminhar com a água no joelho.

 

Bancos de areia estão atrapalhando a navegação e os peixes sumiram.

 

Na região do baixo São Francisco, entre os estados de Sergipe e Alagoas, onde o rio era caudaloso, a paisagem mudou. Ilhas surgem ao longo do velho chico, que está cada dia mais raso.

 

A navegação está comprometida. As balsas que fazem a travessia entre os dois estados já não seguem em linha reta, precisam mudar o roteiro para não encalhar.

 

Os bancos de areia se espalham por quase toda extensão do baixo São Francisco, mas há trechos em que a imagem é ainda mais impressionante. Em plena foz, onde agora existe um imenso banco em formação, a profundidade era de nove metros.

 

O rio virou pasto para os animais das fazendas próximas. No meio do rio, pescadores caminham com a água no joelho.

 

As lagoas que ficam às margens do rio secaram e algumas espécies de peixes ficaram sem lugar para reproduzir. O cenário representa tristeza para os ribeirinhos que têm na pesca o único sustento.