Cobrança do uso da água no Centro-Oeste de MG é discutida

O uso inadequado e o desperdício de água na bacia hidrográfica podem colocar em risco os ecossistemas. Para evistar esta situação foi elaborado um Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Pará. Este plano contém ações a serem executadas para recuperar e conservar a bacia. Por isso Divinópolise mais 34 cidades do Centro-Oeste do estado que utilizam os recursos hídricos da bacia do Rio Pará vão começar a pagar pelo uso da água.

Na próxima quarta-feira (20), às 9h, na sede do auditório da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) será realizada uma reunião importante para informar sobre o processo de implantação desta cobrança. O encontro esclarecerá a metodologia e é uma oportunidade de conhecimento para o público em geral e para os grandes usuários da água.

A norma é discutida desde 2008, onde foi instituído que os grandes usuários que utilizam um litro de água por segundo devem pagar. “Essa cobrança é para quem gasta acima de 86.400 litros de água, o que corresponde a um litro de água por segundo”, disse a presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará, Regina Greco.

Uma das formas de fazer a medição da captação da água é ter um hidrômetro que mede a vazão captada por segundo e um hidrômetro que mede quantas horas por dia a água foi captada. Para isso o Comitê vai contratar uma empresa para visitar os 1.200 usuários. "Esses usuários são os produtores rurais, as mineradoras e as indústrias de abastecimento público industrial. Vamos contratar uma empresa para fazer essa visitação", disse Regina.

Para quem deseja fazer a simulação de quando será a cobrança, basta entrar no site da CBH Pará e fazer o cálculo. Segundo Regina o pagamento não será mensal. " o pagamento será de quatro parcelas anuais. Será em média R$ 0,017. Esperamos arrecadar com esses pagamentos cerca de cinco milhões por ano, tendo em vista que teremos cerca de 3 mil pagantes", concluiu.

A bacia

A bacia do Rio Pará compreende cerca de 365 km de extensão, cerca de 2% do território. Aproximadamente 920 mil pessoas vivem na bacia. “É uma bacia muito grande, pois compreende 35 municípios do Centro-Oeste do estado de Minas Gerais”, concluiu Regina.