Plano de aplicação de recursos é aprovado na Bacia Hidrográfica do Rio Doce

O Plano de Aplicação Plurianual da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (PAP-Doce) foi aprovado por unanimidade, na última quinta-feira (26/04), durante a 16ª Reunião Extraordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce). O encontro aconteceu no auditório do Parque de Exposições de Governador Valadares.

O plano é um instrumento de orientação dos estudos, projetos e ações a serem executados com recursos da cobrança pelo uso da água e que serão aplicados em toda a bacia hidrográfica, nos anos de 2012 a 2015. Estimativas apontam que serão arrecadados, entre recursos federais e estaduais, mais de R$ 100 milhões.

Com a aprovação do PAP-Doce, o Instituto BioAtlântica, agência de Bacia do Rio Doce, dará início ao desembolso dos recursos, que serão aplicados para reversão do quadro de degradação na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, trazendo benefícios para toda a população. As principais ações previstas no plano se referem a programas de convivência com a seca, saneamento, recomposição de áreas de preservação permanente e nascentes, apoio ao controle de efluentes em empresas, ações de comunicação social e educação ambiental, além de treinamentos e capacitações. 

Durante a reunião, os membros do CBH-Doce exaltaram a condução dos trabalhos para a elaboração do Plano, ressaltando a forma com a qual foram construídos, de forma integrada e pactuada entre o CBH-Doce, os seis afluentes mineiros (Piracicaba, Piranga, Santo Antônio, Suaçuí, Caratinga e Manhuaçu) e os três capixabas (Guandu, São José e Santa Maria do Doce). 

A diretora geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Cleide Pedrosa, reafirmou o compromisso do órgão junto ao Comitê de Bacia do Rio Doce e ressaltou a importância da integração do Comitê Estadual com o Federal. “Espero que essa união represente realmente um avanço nas ações. E que essa aprovação traga um avanço nas questões de recursos hídricos no Rio Doce e que continuemos o compromisso com a gestão participativa e descentralizada”, disse.