Mais 12 mil lixeiras

Belo Horizonte vai receber 12.561 lixeiras até 2014, das quais 10 mil serão instaladas em novos pontos. Hoje já existem 10.168 pontos de coleta, mas devido às ações de vandalismo a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) acredita que mais de 2 mil recipientes danificados devem ser substituídos. O novo projeto tem como principal novidade a instalação de cerca de 2 mil cestos coletores específicos para abrigos de ônibus. E prevê ainda o serviço regular de limpeza das lixeiras.

O diretor de Planejamento da SLU, Lucas Gariglio, explica que os novos cestos leves serão instalados em vias que passaram a ter maior movimento de pedestres, principalmente nos bairros Belvedere e Anchieta, na Região Centro-Sul; Buritis, Região Oeste; Cidade Nova, na Região Nordeste; e Ouro Preto, na Pampulha. O último plano de distribuição das lixeiras é de 2005 e os últimos equipamentos foram instalados em 2008, indiferentemente ao crescimento urbano, principalmente de bairros da periferia. Em 2010, foram suspensos os serviços de manutenção.

Inicialmente, a Região Centro-Sul da capital vai receber cerca de 620 cestos. Atualmente, a região conta com 4.562 lixeiras. Dos novos equipamentos a serem instalados, 440 são cestos duplos de metal e 135 do modelo em Pead (plástico). Serão substituídos ainda 46 bojos de metal danificados. Os cestos duplos, que são outra novidade, serão instalados em locais de maior movimento. Os abrigos e pontos de ônibus vão ganhar cestos especiais de metal e cilíndricos.

 Segundo Gariglio, com o projeto, a SLU já pensa numa campanha de conscientização para o uso e conservação das lixeiras. “O novo contrato prevê a instalação e manutenção dos novos e atuais cestos, incluindo a limpeza. Equipes em cinco veículos vão limpar frequentemente as lixeiras com desengraxante, detergente, estopa, esponja e água. Mas a redução dos danos causados pelo vandalismo é necessária, já que devemos gastar cerca de R$ 30 mil mensais somente com manutenção das lixeiras”, explicou.

O superintendente da SLU, Eduardo Hermeto, alerta sobre o papel da população no processo. “É extremamente importante a participação da população, evitando a lançamento de lixo nas ruas e a destinação inadequada de entulho e outros resíduos”, diz. Dados da SLU apontam que 10% dos equipamentos precisam ser trocados anualmente por causa da depredação. Entre 2007 e 2010, o órgão precisou substituir 940 cestos em toda a cidade. Muitas são queimadas, destruídas, furtadas.

De acordo com o mapa atual de distribuição de cestos de lixo, nas nove regiões da cidade, a maior concentração de recipientes está na Centro-Sul, Oeste e Barreiro, que juntas têm 5.977 lixeiras. Em seguida, as regiões Nordeste, Noroeste e Leste contam com 3.035 cestos. A menor quantidade diz respeito às regiões Norte, de Venda Nova e da Pampulha, com 1.366 equipamentos. Do total, 7.311 são cestos metálicos e 3.067 de polietileno.