Verba emergencial para cobrir estragos da chuva é insuficiente

A reconstrução de estradas, vias urbanas e pontes está entre as prioridades dos 23 municípios do Leste do Estado que receberão verba emergencial para reparar os estragos causados pelas chuvas do início do ano. Mas os recursos estão longe de cobrir os prejuízos. Dos R$ 250 milhões pedidos pelo Governo de Minas à União, somente R$ 50 milhões foram liberados. Outros R$ 20 milhões sairão do próprio Tesouro estadual. Em Minas, 125 cidades declararam situação de emergência.

"O dinheiro é pouco. Só dá para o emergencial", diz o coordenador da Defesa Civil de Itanhomi, José Pereira. A cidade sofreu perdas de R$ 3 milhões. Vai receber R$ 500 mil.

"Não sei exatamente quanto custa, mas calculo que só uma ponte consuma metade do dinheiro", diz Pereira. Devido às chuvas, estradas ficaram intransitáveis e quatro pontes caíram. Três ligam comunidades rurais à sede do município e a reconstrução de pelo menos duas é urgente. "Por isso, o dinheiro, apesar de pouco, vai ajudar muito", frisa.

A autorização de repasse foi assinada na sexta-feira passada pelo governador Antônio Anastasia. Em Mantena, onde quatro pessoas morreram e 600 foram afetadas pelas chuvas, os estragos somam R$ 6 milhões. Mas a verba liberada é de R$ 800 mil. Oito pontes caíram, uma ficou danificada e ao menos 50 quilômetros de estradas estão intransitáveis.

Como também precisa reconstruir seis casas e refazer nove bueiros e três quilômetros de vias urbanas, o prefeito Maurício Toledo Jacob (PPS) vai apelar a deputados da região para receber mais recursos. "Os R$ 800 mil vão ajudar a reparar o que é mais crítico", diz Heloísa Henriques Silva, da Defesa Civil municipal.

"Toda ajuda é bem-vinda, mas o dinheiro é insuficiente diante dos estragos. Vamos precisar captar mais recursos", avisa o coordenador da Defesa Civil de Governador Valadares, Gilson de Souza. A cidade, que teve prejuízo de R$ 2 milhões, vai receber R$ 1 milhão. A verba será destinada à reconstrução de 87 quilômetros de estradas, vias urbanas e pontes.

Segundo o Governo de Minas, o valor dos repasses foi definido após avaliações técnicas e vistorias, relatórios e elaboração de projetos de recuperação enviados pelos municípios à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Obras de maior complexidade serão objeto de licitações específicas.

 

 

Jornal "Hoje em Dia",17/2/2011