Visando atingir meta da PNRS, Minas Gerais terá de implantar 20 aterros sanitários até 2014

Para atingir a meta estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Minas Gerais terá que implementar 20 aterros sanitários até 2014. Foi o que informou um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP). A estimativa do custo da operação é de R$ 228 milhões.

De acordo com o jornal Hoje em Dia, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) desconhece o levantamento e também não tem dados sobre o número de aterros que deveriam ser construídos no Estado para atingir tal meta. Ainda segundo o jornal, a Feam informou que atualmente existem 44 aterros sanitários regularizados em Minas e 13 municípios utilizam aterros de cidades vizinhas.

Contudo, os números que apontam para a redução do número de lixões preocupam. Em dez anos, a queda foi de 33%, passando de 823 lixões, em 2011, para os atuais 278. Em um ano, o recuo foi de 11%. Acompanhando o mesmo ritmo de queda, até 2014 seriam 210 lixões em todo o Estado. "Nessa perspectiva, a possibilidade de se atingir a meta é praticamente nula", pontua o coordenador de Meio Ambiente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Licínio Xavier. Ele afirma que a realização de consórcios seria a saída mais viável para o cumprimento da norma, que passa a vigorar em agosto de 2014. "Para um município de 100 mil habitantes, por exemplo, o gasto com a implantação de um aterro é da ordem de R$ 4 milhões. Infelizmente, faz falta uma legislação, não somente mais apelativa, mas com um posicionamento mais firme também em relação aos incentivos financeiros", conclui.

Em Pompéu, na região Central do Estado, cerca de 30 mil toneladas de rejeitos produzidas por dia ainda são armazenadas no lixão da cidade. De acordo com o jornal, o prefeito Joaquim Campos Reis informou que um projeto para a construção do aterro, por meio de consórcio, está em andamento. "Manter um aterro gera um custo altíssimo para o município. A ideia de criar uma associação é justamente dividir as despesas e tentar um financiamento razoável do governo", expõe.

Em Itaguara, também na região Central, o lixão, que funcionou durante quase 20 anos, foi desativado há sete meses. O lixo produzido no município agora é levado para o aterro de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O prefeito Alisson Diego de Morais estima que o gasto com a nova logística irá consumir R$ 500 mil do orçamento. De 2007 a 2011, Itaguara recebeu pelo menos dez multas ambientais relativas ao lixão da cidade.